Brumadinho: polĂ­cia identifica nova vĂ­tima 6 anos apĂłs rompimento de barragem da Vale

Tragédia, ocorrida em 2019, resultou na morte de 270 pessoas, das quais 268 jå foram identificadas; agora, duas vítimas permanecem desaparecidas

Por InfoMoney 07/02/2025

Mais de seis anos após a tragédia em Brumadinho (MG), a Polícia Civil identificou, na noite desta quinta-feira (6), mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale.

Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos, foi identificada por meio de exames antropolĂłgicos. Os segmentos de seu corpo foram encontrados na manhĂŁ desta quinta na ĂĄrea de buscas, incluindo um fĂȘmur com prĂłtese.

Maria de Lurdes, residente em São José do Rio Pardo (SP), estava em Brumadinho com a família para visitar o Instituto Inhotim. Todos estavam hospedados na Pousada Nova Estùncia, que foi devastada pela lama.

Além dela, seu marido, Adriano Ribeiro da Silva, e seus dois enteados, Luiz e Camila Taliberti, também morreram na tragédia.

brumadinho

Vista aérea da årea atingida por lama em Córrego do Feijão, perto da cidade de Brumadinho, no estado de Minas Gerais, no sudeste do Brasil, em 26 de janeiro de 2019, um dia após o colapso de uma barragem em uma mina de minério de ferro pertencente à gigante mineradora brasileira Vale (Foto de Pedro Vilela/Getty Images)

De acordo com o tenente Henrique Barcellos, os restos mortais foram encontrados em uma ĂĄrea de buscas conhecida como “remanso 4”, localizada a cerca de 2 km da pousada. O local Ă© caracterizado por uma redução na velocidade do fluxo de lama, o que altera sua direção.

A tragĂ©dia de Brumadinho, que ocorreu em 25 de janeiro de 2019, resultou na morte de 270 pessoas, das quais 268 jĂĄ foram identificadas. Agora, duas vĂ­timas permanecem desaparecidas: Tiago Tadeu Mendes da Silva, um engenheiro mecĂąnico, e NathĂĄlia de Oliveira Porto AraĂșjo, estagiĂĄria da Vale.

A Ășltima identificação anterior a de Maria de Lurdes ocorreu hĂĄ mais de dois anos, quando Cristiane Antunes Campos, supervisora de mina da Vale, foi reconhecida por meio de exames de DNA, em dezembro de 2022.

As buscas por vĂ­timas ainda nĂŁo encontradas continuam, com o Corpo de Bombeiros utilizando tecnologia de inteligĂȘncia artificial para auxiliar na inspeção de materiais coletados na ĂĄrea.

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