Justiça marca julgamento dos acusados de assassinar sobrinho de Marina Silva no Acre

Kauã da Silva Nascimento, morto aos de 19 anos, foi vítima da chamada guerra das facções criminosas; ministra chegou a lamentar a morte do sobrinho no Acre

Por Tião Maia, ContilNet 05/03/2025 Atualizado: há 1 ano

O juiz das 1ª Vara do Tribunal do Júri Popular da Comarca de Rio Branco (AC), Robson Aleixo, marcou, para o próximo 27 de março, o dia da primeira audiência de instrução e julgamento dos acusados pelo assassinato de Kauã da Silva Nascimento, morto aos de 19 anos de idade em fevereiro de 2024, no bairro Taquari, periferia da Capital acreana.

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O rapaz morto era sobrinho neto da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, que na época lamentou, em suas redes sociais, o episódio da morte do sobrinho, vítima, provavelmente, da chamada guerra de facções criminosas.

Justiça marca julgamento dos acusados de assassinar sobrinho de Marina Silva no Acre

Cauã era sobrinho da ministra/Foto: Reprodução

Os acusados são André Oliveira da Silva, conhecido como “Smith”, e Denis da Rocha Tavares. Os dois estão presos no Complexo Penitenciário de Rio Branco e tornaram-se réus no caso por decisão do juiz Robson Aleixo,  ao acolher denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado.

Ao tomar a decisão, o magistrado destacou a evidência do crime, respaldada por laudos periciais que confirmam as causas da morte, além de indicar que os indícios de autoria emergem de testemunhos e investigações policiais. “A materialidade do crime encontra-se estampada no laudo de exame cadavérico, enquanto que os indícios de autoria podem ser extraídos através dos depoimentos de testemunhas e de elementos constantes no relatório policial”, afirmou o juiz ao aceitar a denúncia.

Justiça marca julgamento dos acusados de assassinar sobrinho de Marina Silva no Acre

Os dois estão presos no Complexo Penitenciário de Rio Branco/Foto: Reprodução

Isso significa que o caso será levado ao Tribunal do Júri. Além disso, Robson Aleixo determinou a manutenção da prisão preventiva de Denis da Rocha Tavares, considerando a gravidade das acusações, o risco que ele representa para a ordem pública e a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal. O caso levanta questões sobre a violência relacionada ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas no Acre, enfatizando a preocupação das autoridades em garantir a segurança da população e a justiça para os envolvidos.

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