Caso Juliana Chaar: amigo da advogada desabafa após tragédia: “Era pra ser eu”; leia na íntegra

Keldheky Maia, que aparece em vídeos no local da confusão, afirmou que está vivendo um pesadelo e prometeu colaborar com as investigações

O advogado Keldheky Maia, amigo da advogada Juliana Chaar, morta após ser atropelada na madrugada do último sábado (21) em frente a uma casa noturna de Rio Branco, usou as redes sociais para se pronunciar publicamente sobre o caso. A declaração foi feita 25 minutos antes da publicação desta matéria e está repercutindo entre amigos e seguidores, que deixaram mensagens de apoio.

Na publicação, Keldheky compartilhou a última foto ao lado da amiga e afirmou que está vivendo “o maior pesadelo” de sua vida. “O mundo perdeu uma luz naquela madrugada, e eu perdi uma amiga insubstituível”, escreveu ele.

Segundo Keldheky, o momento foi de completo desespero, e ele teria tentado apenas assustar os agressores durante a briga generalizada para evitar algo pior. “Adotei uma postura apenas para amedrontar os agressores e cessar com aquela situação”, explicou. “Nunca passou pela minha cabeça que um daqueles homens teria coragem de passar o carro por cima de alguém.”

Em tom emocionado, o advogado disse que preferia ter sido a vítima. “Se fosse, era para passar por cima de mim, tinha que ser em mim e não na Juliana. Ela não merecia e não fez nada para morrer dessa forma.”

Keldheky declarou que vai colaborar com as investigações e que responderá “por cada ato, à medida da minha culpabilidade”, mas reforçou que nada é maior do que a dor que está sentindo. “Era para ser eu! Mas já que não foi, só quero justiça por Juliana.”

Resumo do caso:
Juliana Chaar, de 36 anos, morreu após ser atropelada por uma caminhonete preta durante uma confusão generalizada em frente a uma casa noturna na capital acreana. Testemunhas afirmam que o atropelamento foi proposital. O motorista suspeito, identificado como Diego Luiz Gois Passo, teve a prisão temporária decretada. Câmeras de segurança registraram o momento do atropelamento. A Polícia Civil apura o caso como homicídio doloso.

Keldheky Maia, que aparece em imagens efetuando disparos durante a confusão, foi preso por porte ilegal de arma, mas pode responder por tentativa de homicídio. Ele já recebeu liberdade provisória, com medidas cautelares.

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