Vivemos em uma era de estímulos constantes, metas ambiciosas e cobranças internas silenciosas. Ainda assim, muitos se sentem paralisados, como se algo invisível os impedisse de avançar. A resposta, muitas vezes, está na própria mente. Mais precisamente, em armadilhas mentais que se instalam de forma sutil, mas poderosa.
Neste artigo, convido você a refletir sobre quatro dessas armadilhas e como superá-las com consciência e ação.
- Conformismo:A zona de conforto que enfraquece a alma
O conformismo é traiçoeiro. Ele se disfarça de prudência, mas é medo. Medo de mudar, de tentar, de falhar. É o famoso “deixa como está”, que adormece sonhos e sufoca potenciais.
Superar o conformismo exige coragem. Coragem para sair do automático, para questionar o que sempre foi, e para se permitir o novo. Como disse George Bernard Shaw:
“O progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguem mudar nada.”
- Vitimismo:Quando a culpa é sempre do outro
A armadilha do vitimismo oferece um alívio momentâneo: o de não ser responsável. Mas esse alívio cobra um preço alto, a perda do protagonismo. Quem vive como vítima, vive à mercê dos outros.
A saída está na autorresponsabilidade. Não se trata de ignorar injustiças, mas de assumir o controle da própria narrativa. Como bem pontua o psiquiatra Augusto Cury:
“Você não é responsável pelo que fizeram com você, mas é responsável pelo que faz com isso.”
- Medo de reconhecer falhas:O orgulho que paralisa
Errar é humano. Negar o erro é desumano consigo mesmo. Muitos preferem manter a aparência de perfeição a admitir que precisam mudar. Mas a evolução só acontece quando há humildade para reconhecer limites.
Reconhecer falhas é um ato de força, não de fraqueza. Grandes líderes, como Nelson Mandela, não se tornaram gigantes por serem infalíveis, mas por saberem aprender com seus erros.
- Medo de correr riscos:A segurança que te impede de voar
Quantas oportunidades você já deixou passar por medo de arriscar? O medo do desconhecido é natural, mas não pode ser seu guia. A vida plena exige movimento, e todo movimento envolve risco.
O segredo está no risco consciente. Planejar, sim. Mas agir, também. Como disse Mark Zuckerberg:
“O maior risco é não correr nenhum risco.”
Concluo que: A Mente Pode Ser Prisão ou Portal.
Essas quatro armadilhas — conformismo, vitimismo, medo de reconhecer falhas e medo de correr riscos — são comuns, mas não são sentenças. Elas podem ser superadas com autoconhecimento, apoio e ação.
A pergunta que deixo é: você vai continuar se sabotando ou vai assumir o comando da sua história?
Maysa Bezerra

