Acusada de cegar cliente, Virginia encara primeira decisão da Justiça em ação contra youtuber

Processo movido pela influenciadora contra Paullo R., que a acusou de cegar cliente com produto, tem novos desdobramentos na Justiça

Por Redação 30/07/2025 às 09:31

A Coluna Fábia Oliveira descobriu que o processo movido por Virginia Fonseca contra o youtuber Paullo R. ganhou novos desdobramentos na Justiça. O caso surgiu após o réu publicar vídeos acusando a influenciadora de deixar uma consumidora cega após usar o produto We Drop, criado por sua empresa, a We Pink.

A história da suposta cegueira teve início após o marido de Lidiane Herculano fazer uma reclamação alegando que a mulher teve as córneas queimadas pelo cosmético. Paullo R. é acusado de, a partir disso, fazer publicações caluniosas e difamatórias em suas redes.

Tutela liminar adiada e dados do youtuber solicitados

A coluna teve acesso a uma decisão do dia 18 deste mês que deu os primeiros contornos ao caso. Virginia Fonseca pediu uma tutela para determinar que o youtuber excluísse todo e qualquer conteúdo em suas redes acerca da polêmica narrativa envolvendo seu produto e seu nome.

O magistrado designado para o julgamento da ação decidiu adiar a apreciação da liminar pedida pela empresária. Segundo ele, não existem indícios suficientes que evidenciem a probabilidade dos direitos que Virginia alega ter.

Na mesma oportunidade, o juiz determinou a expedição de um ofício ao Google, mantenedor do YouTube, para que forneça os dados cadastrais do responsável pela página Paullo R. A revelação desses dados inaugurará um capítulo importante na ação judicial, revelando a identidade do desafeto de Virginia.

Entenda o caso: acusações de “linchamento antecipado” e monetização

Em 22 de junho, o youtuber publicou um vídeo revelando a história de Lidiane Herculano, de Nova Iguaçu, no Rio, que disse ter ficado cega após utilizar o fortalecedor de cílios We Drop.

No texto do processo, Virginia Fonseca se defende, afirmando que a consumidora não ficou cega e tem levado uma vida normal. Ela acusa Paullo R. de ter abraçado uma narrativa descabida de sua cliente ao produzir vídeos atacando-a em seu canal. A ex-mulher de Zé Felipe explica, ainda, que Lidiane nunca forneceu laudos médicos que amparem suas graves acusações, assim como teria se recusado a entregar o produto adquirido para perícia.

Com isso, Virginia Fonseca acusa Paullo R. de promover um “linchamento antecipado” e desprovido de provas. Ela pontua, também, que as recusas de Lidiane a impedem de averiguar se os prejuízos em sua visão são verídicos e a relação que guardam com seu produto.

A influenciadora e a We Pink alegam em sua defesa que os vídeos publicados pelo youtuber são “sensacionalistas” e se norteiam unicamente pelo desejo de “engajamento e monetização às suas custas”. Virginia diz na ação que os vídeos de Paullo R. têm servido de base para outras produções que bebem de sua fonte, citando, nesse contexto, o conteúdo publicado por Karen Bachini sobre o We Drop.

Na via judicial, Virginia Fonseca e a We Pink pediram uma liminar para obrigar Paullo R. a excluir os vídeos publicados no YouTube. Pediram, ainda, que o criador seja proibido de praticar qualquer ato que ofenda a marca ou sua sócia e criadora. As autoras solicitaram também que o Google Brasil seja oficiado para fornecer a qualificação do usuário que coordena o canal do YouTube sobre o qual versa a ação.

Não suficiente, a marca e sua sócia pediram que o criador do canal pague R$ 20 mil por danos morais, valor que pretendem reverter em prol de uma instituição de caridade.

Acusada de cegar cliente, Virginia encara primeira decisão da Justiça em ação contra youtuber

Reprodução


Fonte: Coluna Fábia Oliveira, Merópoles

Redigido por ContilNet.

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