Detento que morreu na Papuda foi preso por atirar pedra em viatura

A família alega que o jovem tinha problemas psicológicos graves, comprovados por laudo, e fazia uso contínuo de medicação controlada

Por MetrĂłpoles 05/07/2025 Ă s 09:05

Cleiciano das Neves Dantas, de 22 anos, morto no Complexo Penitenciårio da Papuda, em São Sebastião, na segunda-feira (30/6), foi preso, em 30 de maio, após atirar pedra contra uma viatura.

Na data, ele foi denunciado por vizinhos durante um surto. Com a chegada da polĂ­cia, ele teria atirado a pedra e fugido, mas logo foi capturado.]

Detento que morreu na Papuda foi preso por atirar pedra em viatura

A família alega que o jovem tinha problemas psicológicos graves / Foto: Reprodução

A família alega que o jovem tinha problemas psicológicos graves, comprovados por laudo, e fazia uso contínuo de medicação controlada à época da prisão.

  • Durante o perĂ­odo que esteve no CDP, Cleiciano estava sem os remĂ©dios necessĂĄrios, segundo a famĂ­lia.
  • A guia de sepultamento aponta algumas das causas do Ăłbito, como choque hipovolĂȘmico, redução significativa do volume sanguĂ­neo no corpo, e hemorragia intra abdominal.
  • O rapaz tinha diversos ferimentos espalhados pelo tronco, rosto e pernas
  • A viĂșva de Cleiciano, DĂ©borah Dantas, defende que o detento devia ter recebido tratamento de acordo com o seu quadro, em uma clĂ­nica.
  • Segundo ela, hĂĄ informaçÔes de que o marido era constantemente agredido, o que se confirmou com os hematomas visĂ­veis no corpo

O corpo do preso foi encontrado, em 30 de junho, na Papuda, com sinais de mĂșltiplas agressĂ”es. Quatro dias depois, dois policiais penais foram afastados apĂłs a repercussĂŁo da morte do detento.

O afastamento ocorre apĂłs pedido do MinistĂ©rio PĂșblico do Distrito Federal e TerritĂłrios (MPDFT) para que as circunstĂąncias da morte sejam devidamente analisadas.

Em nota, a Seape-DF “reforça que tem operado com rigor exigido e colaborado com os órgãos competentes para esclarecimento do ocorrido”.

“A Seape-DF instaurou Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) e tem atuado com o devido rigor e em colaboração com os órgãos competentes para garantir a completa elucidação dos fatos”, afirma a secretaria.

Os nomes dos servidores nĂŁo foram divulgados.

Ao MetrĂłpoles o MPDFT informou que o NĂșcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) instaurou procedimento investigativo para apuração do Ăłbito.

 

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