A PolĂcia Civil do Acre prendeu, na manhĂŁ desta terça-feira (15), o principal suspeito de atropelar e matar a advogada Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, durante uma confusĂŁo em uma casa noturna de Rio Branco, no mĂȘs de junho. A captura encerra uma longa negociação entre a defesa e os ĂłrgĂŁos de segurança, que mobilizaram diversas forças do Estado.
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Posteriormente, confirmou-se a suspeita de que o foragido contou com apoio externo, inclusive de familiares, para permanecer escondido.
Segundo o delegado Alcino Ferreira JĂșnior, responsĂĄvel pela investigação, o mandado de prisĂŁo temporĂĄria, expedido logo apĂłs o crime, serĂĄ agora oficialmente cumprido. âO mandado agora efetivamente vai ser cumprido. Foi cumprida a captura, agora vai ser tomada a ciĂȘncia oficial e encaminhada a comunicação Ă Justiçaâ, explicou o delegado. Ele destacou que a prisĂŁo Ă© fundamental para o avanço das investigaçÔes e confirmou que o suspeito serĂĄ interrogado ainda nesta terça-feira para os procedimentos cabĂveis.
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De acordo com a PolĂcia Civil, no Ășltimo sĂĄbado (13), o suspeito esteve escondido em uma ĂĄrea de mata no municĂpio de Bujari. A operação contou com o uso de helicĂłptero e o apoio do CIOPAER, Gefron, PolĂcia Penal e demais ĂłrgĂŁos de segurança. Durante as buscas, familiares do acusado foram presos em flagrante por porte ilegal de armas de fogo, situação que evidenciou o apoio logĂstico que ele recebia para seguir foragido. Os parentes foram encontrados com pistolas e revĂłlveres e, segundo a polĂcia, essa prisĂŁo pode ter precipitado a fuga do suspeito para uma ĂĄrea ainda mais remota.

Diego ficou foragido por dias e familiares dele chegaram a ser presos por acobertå-lo/Foto: Reprodução
O coronel Assis, coordenador do Gefron, explicou que a prisĂŁo Ă© resultado de uma ação conjunta e estratĂ©gica entre as forças de segurança. âEssa Ă© uma ação integrada, nĂŁo Ă© uma ação isolada; envolve todos os ĂłrgĂŁos de segurança que vinham com essa missĂŁo de fazer essa prisĂŁo. Tivemos um evento no sĂĄbado, que culminou com a fuga dele da ĂĄrea do Bujari para a ĂĄrea rural. Na ĂĄrea rural Ă© a nossa expertise. TĂnhamos equipes no terreno, informaçÔes cruzadas com outros ĂłrgĂŁos e, nesta madrugada, foi feito o contato, atravĂ©s do advogado, e ele concordou em cessar essa fuga e fazer a entregaâ, relatou o coronel.
O suspeito foi localizado nas proximidades da comunidade Antimary, na zona rural de Bujari. O coronel confirmou que havia, de fato, apoio externo para manter o foragido em segurança e em esconderijo. âEle estĂĄ em perfeitas condiçÔes fĂsicas e de saĂșde, o que mostra que havia apoio externo, alguĂ©m dando suporte para que ele permanecesse nessa condiçãoâ, afirmou Assis.
O delegado Alcino Ferreira destacou que a tentativa de captura no sĂĄbado acabou frustrada apĂłs informaçÔes da operação vazarem em grupos de WhatsApp da comunidade local, permitindo que o suspeito escapasse da ĂĄrea. Agora, a polĂcia trabalha para identificar quem participou ativamente do suporte Ă fuga. âHavia apoio, e isso vai ser apurado. HaverĂĄ continuidade, desdobramentos dessas informaçÔes para que haja a identificação de quem estava dando esse apoio para eleâ, afirmou o delegado.
Ainda segundo a PolĂcia Civil, apĂłs o interrogatĂłrio, serĂĄ analisada a necessidade de converter a prisĂŁo temporĂĄria em prisĂŁo preventiva. âVamos verificar a necessidade de pedir a preventiva, jĂĄ que essa prisĂŁo Ă© temporĂĄria, com prazo de cinco dias. Ele nĂŁo colaborou com as investigaçÔes durante esse tempo, e vamos analisar o caso diante dessas circunstĂąncias.â
O suspeito foi encaminhado à sede da DEIC e segue à disposição da Justiça.
Juliana Chaar morreu no dia 21 de junho, atropelada por uma caminhonete durante uma confusĂŁo na saĂda da casa noturna Dibuteco, em Rio Branco. O caso teve forte repercussĂŁo no Estado, gerando comoção entre familiares, amigos e a comunidade jurĂdica acreana, que pediam justiça e celeridade na prisĂŁo do acusado.




