Juliana Chaar: acusado recebeu ajuda de familiares via WhatsApp para seguir foragido, diz polĂ­cia

Segundo o delegado Alcino Ferreira JĂșnior, responsĂĄvel pela investigação, o mandado de prisĂŁo temporĂĄria, expedido logo apĂłs o crime, serĂĄ agora oficialmente cumprido

Por Geovany CalegĂĄrio, ContilNet 15/07/2025 Atualizado: hĂĄ 9 meses

A PolĂ­cia Civil do Acre prendeu, na manhĂŁ desta terça-feira (15), o principal suspeito de atropelar e matar a advogada Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, durante uma confusĂŁo em uma casa noturna de Rio Branco, no mĂȘs de junho. A captura encerra uma longa negociação entre a defesa e os ĂłrgĂŁos de segurança, que mobilizaram diversas forças do Estado.

SAIBA MAIS: Vídeo mostra momento em que acusado de atropelar e matar Juliana Chaar se entrega à polícia

Posteriormente, confirmou-se a suspeita de que o foragido contou com apoio externo, inclusive de familiares, para permanecer escondido.

Juliana Chaar: acusado recebeu ajuda de familiares via WhatsApp para seguir foragido, diz polĂ­cia

O homem estava foragido da Justiça/Foto: ContilNet

Segundo o delegado Alcino Ferreira JĂșnior, responsĂĄvel pela investigação, o mandado de prisĂŁo temporĂĄria, expedido logo apĂłs o crime, serĂĄ agora oficialmente cumprido. “O mandado agora efetivamente vai ser cumprido. Foi cumprida a captura, agora vai ser tomada a ciĂȘncia oficial e encaminhada a comunicação Ă  Justiça”, explicou o delegado. Ele destacou que a prisĂŁo Ă© fundamental para o avanço das investigaçÔes e confirmou que o suspeito serĂĄ interrogado ainda nesta terça-feira para os procedimentos cabĂ­veis.

VEJA TAMBÉM: Acusado de atropelar e matar Juliana Chaar chega escoltado à delegacia; veja o momento

De acordo com a PolĂ­cia Civil, no Ășltimo sĂĄbado (13), o suspeito esteve escondido em uma ĂĄrea de mata no municĂ­pio de Bujari. A operação contou com o uso de helicĂłptero e o apoio do CIOPAER, Gefron, PolĂ­cia Penal e demais ĂłrgĂŁos de segurança. Durante as buscas, familiares do acusado foram presos em flagrante por porte ilegal de armas de fogo, situação que evidenciou o apoio logĂ­stico que ele recebia para seguir foragido. Os parentes foram encontrados com pistolas e revĂłlveres e, segundo a polĂ­cia, essa prisĂŁo pode ter precipitado a fuga do suspeito para uma ĂĄrea ainda mais remota.

Juliana Chaar: acusado recebeu ajuda de familiares via WhatsApp para seguir foragido, diz polĂ­cia

Diego ficou foragido por dias e familiares dele chegaram a ser presos por acobertå-lo/Foto: Reprodução

O coronel Assis, coordenador do Gefron, explicou que a prisĂŁo Ă© resultado de uma ação conjunta e estratĂ©gica entre as forças de segurança. “Essa Ă© uma ação integrada, nĂŁo Ă© uma ação isolada; envolve todos os ĂłrgĂŁos de segurança que vinham com essa missĂŁo de fazer essa prisĂŁo. Tivemos um evento no sĂĄbado, que culminou com a fuga dele da ĂĄrea do Bujari para a ĂĄrea rural. Na ĂĄrea rural Ă© a nossa expertise. TĂ­nhamos equipes no terreno, informaçÔes cruzadas com outros ĂłrgĂŁos e, nesta madrugada, foi feito o contato, atravĂ©s do advogado, e ele concordou em cessar essa fuga e fazer a entrega”, relatou o coronel.

O suspeito foi localizado nas proximidades da comunidade Antimary, na zona rural de Bujari. O coronel confirmou que havia, de fato, apoio externo para manter o foragido em segurança e em esconderijo. “Ele estĂĄ em perfeitas condiçÔes fĂ­sicas e de saĂșde, o que mostra que havia apoio externo, alguĂ©m dando suporte para que ele permanecesse nessa condição”, afirmou Assis.

Juliana Chaar: acusado recebeu ajuda de familiares via WhatsApp para seguir foragido, diz polĂ­cia

Juliana Chaar era advogada/Foto: Reprodução

O delegado Alcino Ferreira destacou que a tentativa de captura no sĂĄbado acabou frustrada apĂłs informaçÔes da operação vazarem em grupos de WhatsApp da comunidade local, permitindo que o suspeito escapasse da ĂĄrea. Agora, a polĂ­cia trabalha para identificar quem participou ativamente do suporte Ă  fuga. “Havia apoio, e isso vai ser apurado. HaverĂĄ continuidade, desdobramentos dessas informaçÔes para que haja a identificação de quem estava dando esse apoio para ele”, afirmou o delegado.

Ainda segundo a PolĂ­cia Civil, apĂłs o interrogatĂłrio, serĂĄ analisada a necessidade de converter a prisĂŁo temporĂĄria em prisĂŁo preventiva. “Vamos verificar a necessidade de pedir a preventiva, jĂĄ que essa prisĂŁo Ă© temporĂĄria, com prazo de cinco dias. Ele nĂŁo colaborou com as investigaçÔes durante esse tempo, e vamos analisar o caso diante dessas circunstĂąncias.”

O suspeito foi encaminhado à sede da DEIC e segue à disposição da Justiça.

Juliana Chaar morreu no dia 21 de junho, atropelada por uma caminhonete durante uma confusão na saída da casa noturna Dibuteco, em Rio Branco. O caso teve forte repercussão no Estado, gerando comoção entre familiares, amigos e a comunidade jurídica acreana, que pediam justiça e celeridade na prisão do acusado.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.