A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de prevenção, monitoramento e orientação para a população local, devido a alta nos casos de sarampo em países vizinhos, como a Bolívia, por exemplo. O objetivo é impedir que o vírus volte a circular na cidade.

Essa iniciativa faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Saúde, que enviou especialistas ao Acre para reforçar o controle da doença / Foto: Reprodução
Essa iniciativa faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Saúde, que enviou especialistas ao Acre para reforçar o controle da doença, principalmente nas regiões de fronteira com a Bolívia e o Peru. Até o momento, em 2025, não houve registro de casos suspeitos na capital acreana, porém, devido ao fluxo constante de pessoas entre a capital e a cidade fronteiriça, a recomendação é de que todos os profissionais da saúde redobrem a atenção aos sintomas e que a população mantenha a vacinação em dia.
O sarampo é uma enfermidade viral aguda e altamente transmissível, cujos sintomas mais comuns são febre elevada, erupções vermelhas na pele, tosse, coriza e olhos irritados. A vacinação é a principal forma de defesa e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde e Uraps para pessoas entre 6 meses e 59 anos.
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No ano passado, Rio Branco atingiu uma cobertura vacinal de 96,5% da primeira dose da tríplice viral, mas apenas 67,8% para a segunda dose — índice inferior à meta mínima de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde. Essa diferença gera preocupação, pois somente com as duas doses a proteção é garantida.
Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o alerta é claro: “Ainda que não haja suspeitas de casos em nossa cidade, é fundamental que a população esteja protegida e que os profissionais da saúde mantenham a vigilância ativa. O sarampo é grave, mas prevenível. Reforçamos o convite para que os pais levem seus filhos às unidades de saúde e atualizem a carteira de vacinação.”

Sarampo: sintomas mais comuns são febre elevada, erupções vermelhas na pele, tosse, coriza e olhos irritados / Foto: Reprodução
Além disso, os profissionais da rede municipal são orientados a seguir os protocolos para notificar rapidamente casos suspeitos, realizar investigações e, quando necessário, aplicar bloqueios vacinais, conforme a Nota Técnica nº 05/2025 da Vigilância em Saúde.
Quem tiver dúvidas pode procurar a unidade básica de saúde mais próxima ou consultar os canais oficiais da Prefeitura para informações atualizadas.
