Boate Kiss: Justiça reduz penas dos condenados pelo incĂȘndio

PrisÔes dos quatro réus foram mantidas e ainda cabe recurso

Por SBT 26/08/2025

A 1ÂȘ CĂąmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu, por unanimidade, reduzir as penas dos rĂ©us do caso da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). Em julgamento nesta terça-feira (26), os desembargadores analisaram os recursos solicitados pelas defesas dos condenados e decidiram pela validade do jĂșri de 2021 e a manutenção das prisĂ”es de Elissandro Callegaro, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha LeĂŁo. Cabe recurso.

Boate Kiss: Justiça reduz penas dos condenados pelo incĂȘndio

STF mantĂ©m condenação de acusados no incĂȘndio | SBT

Com a decisão, as penas dos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, de 22 e 19 anos, respectivamente, foram fixadas em 12 anos de reclusão. Jå os integrantes da Banda Gurizada Fandangueira, os réus Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, tiveram as penas de 18 anos ajustadas para 11 anos de prisão.

HistĂłrico do julgamento

Em 2021, os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, além de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e do produtor de palco Luciano Bonilha Leão, foram condenados a penas que variaram entre 18 e 22 anos de prisão, por homicídio com dolo eventual.

Em agosto de 2022, a decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que atendeu o recurso das defesas, alegando irregularidades no processo. Os quatro foram soltos.

Em setembro de 2024, o ministro Dias Toffoli acolheu os recursos apresentados pelo MinistĂ©rio PĂșblico do Rio Grande do Sul e pelo MinistĂ©rio PĂșblico Federal contra a anulação do julgamento e determinou que os condenados voltassem para a cadeia. A defesa recorreu da decisĂŁo, mas sofreu nova derrota em 2025, apĂłs aSegunda Turma do STF formar maioria para manter a condenação e a prisĂŁo dos rĂ©us.

O incĂȘndio na Boate Kiss

O incĂȘndio aconteceu em 2013, em Santa Maria (RS), resultando na morte de 242 pessoas e mais de 600 feridas. Um artefato pirotĂ©cnico, durante apresentação da banda, provocou o fogo na casa noturna. O episĂłdio, que completou 12 anos em janeiro, Ă© considerado uma das maiores tragĂ©dias jĂĄ registradas no Brasil.

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