TrĂȘs cidades do Acre estĂŁo entre as dez com maiores taxas de gravidez na adolescĂȘncia no Brasil

Tarauacå ocupa a segunda colocação em ranking dominado por cidades da Região Norte

Por Geovany CalegĂĄrio, ContilNet 11/08/2025 Ă s 11:56

Na Ășltima semana, o jornal Folha de S. Paulo divulgou um levantamento, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), do MinistĂ©rio da SaĂșde e do Departamento de Assuntos EconĂŽmicos e Sociais das NaçÔes Unidas, que revela um dado alarmante: em 2022, trĂȘs municĂ­pios do Acre figuraram entre os dez com as maiores taxas de gravidez na adolescĂȘncia no paĂ­s.

TrĂȘs cidades do Acre estĂŁo entre as dez com maiores taxas de gravidez na adolescĂȘncia no Brasil

TrĂȘs municĂ­pios do Acre figuraram entre os dez com as maiores taxas de gravidez na adolescĂȘncia no paĂ­s/Foto: Reprodução

 O cenĂĄrio mais preocupante Ă© o de TarauacĂĄ, que ocupa o 2Âș lugar no ranking nacional, com taxa de 12,5 gestaçÔes para cada mil meninas de 10 a 14 anos — ficando atrĂĄs apenas de Pacaraima, em Roraima, que registra 15,6. Brasileia aparece na 7ÂȘ posição, com Ă­ndice de 10,2, e Sena Madureira surge na 9ÂȘ colocação, com 9,4.

O levantamento tambĂ©m aponta que oito das dez cidades com maior incidĂȘncia de gravidez precoce estĂŁo na RegiĂŁo Norte. AlĂ©m do Acre e de Roraima, o Amazonas conta com trĂȘs municĂ­pios na lista e o AmapĂĄ com um.

TrĂȘs cidades do Acre estĂŁo entre as dez com maiores taxas de gravidez na adolescĂȘncia no Brasil

Segundo o Sistema de InformaçÔes sobre Nascidos Vivos (Sinasc/Datasus), a cada hora, 44 adolescentes se tornam mĂŁes no Brasil — cinco delas com menos de 15 anos. Em muitos casos, as gestaçÔes estĂŁo relacionadas a situaçÔes de violĂȘncia sexual, uma vez que qualquer relação com menores de 14 anos Ă© considerada estupro de vulnerĂĄvel. Mesmo assim, apenas 4% dessas meninas tĂȘm acesso ao aborto legal.

O impacto vai muito além da maternidade precoce. De acordo com o IBGE, a gravidez é a principal causa de evasão escolar feminina na América Latina. No Brasil, 60% das mães adolescentes não estudam nem trabalham, o que amplia a vulnerabilidade social e limita as perspectivas de futuro.

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