A IP EstratĂ©gias lança um projeto pioneiro no Brasil: a Escola de InteligĂȘncia Aplicada, onde o professor Ă© um agente de IA preparado para ensinar, acompanhar e inspirar alunos com suporte humano e metodologia prĂĄtica.
đïž Entrevista exclusiva com Jota Oliver, um dos maiores comunicadores do Brasil â escritor, empresĂĄrio e palestrante com milhĂ”es de seguidores nas redes. Uma conversa sobre fĂ©, recomeços e o papel da InteligĂȘncia Artificial no futuro humano.
Por Inez Pinheiro AraĂșjo
Jornalista, estrategista em comunicação e especialista em InteligĂȘncia Artificial aplicada.
Apaixonada por gente, histĂłrias e pelo impacto transformador da tecnologia no nosso dia a dia.

Sobre a Coluna
A IA de Boa Ă© um espaço para descomplicar o universo da InteligĂȘncia Artificial.
Aqui, a tecnologia nĂŁo Ă© fria nem distante â ela Ă© prĂĄtica, acessĂvel e cheia de possibilidades para a vida real.
Destaques desta edição
â CafĂ© com IA: A Escola de InteligĂȘncia Aplicada da IP EstratĂ©gias inaugura uma nova era de aprendizado com professores virtuais inteligentes e suporte humano em tempo real.
đ Sem Anestesia: Afonso AlcĂąntara, criador e CEO da nova rede social Poosting, fala sobre o futuro das conexĂ”es humanas â e a IA de Boa antecipa um trecho exclusivo de sua entrevista na prĂłxima edição.
đ€đ€ Entre Agentes & Gente: Entrevista exclusiva com o comunicador e escritor Jota Oliver, autor de mais de 36 livros e seguido por milhĂ”es nas redes. Um bate-papo inspirador sobre recomeços, fĂ©, propĂłsito e o impacto da InteligĂȘncia Artificial na vida humana.
đĄïž InfĂąncia Protegida: As especialistas Jamille Porto (advogada) e Carolina Pisano (psicĂłloga) analisam os impactos da exposição digital e os desafios de proteger o desenvolvimento infantil na era das telas.
đ CafĂ© com Odete Roitman da Automação â a parte cĂŽmica da coluna, com humor e crĂtica elegante sobre o universo da automação inteligente.
â CafĂ© com IA
A tecnologia nĂŁo para â e a IP EstratĂ©gias tambĂ©m nĂŁo.
Depois de lançar agentes inteligentes personalizados para empresas e profissionais de diversas ĂĄreas, a agĂȘncia apresenta agora um projeto que promete transformar a forma de aprender: a Escola de InteligĂȘncia Aplicada.
Mais do que um curso, a iniciativa propÔe um novo modelo de ensino.
Nela, os alunos aprendem conversando com agentes tutores inteligentes, programados para ensinar, tirar dĂșvidas e oferecer suporte 24 horas por dia â sempre com acompanhamento humano por trĂĄs.
A Escola de InteligĂȘncia Aplicada nasce com trĂȘs nĂveis de aprendizado:
đč BĂĄsico: introdução Ă InteligĂȘncia Artificial e seu uso no dia a dia.
đč IntermediĂĄrio: aplicação prĂĄtica em ferramentas e automaçÔes.
đč Avançado: criação e personalização de agentes inteligentes para negĂłcios e projetos pessoais.
Segundo a CEO da IP EstratĂ©gias, Inez Pinheiro AraĂșjo, o diferencial estĂĄ na humanização do processo:
âOs nossos agentes nĂŁo sĂŁo apenas robĂŽs que respondem comandos. Eles ensinam, motivam e acompanham o aluno como um verdadeiro mentor. Ă o futuro da educação tecnolĂłgica, mas com alma.â
A proposta Ă© que qualquer pessoa â seja aluno, profissional liberal, empresĂĄrio ou educador â possa aprender no prĂłprio ritmo, com suporte tĂ©cnico e emocional.
Afinal, a IP EstratĂ©gias acredita que a inteligĂȘncia sĂł Ă© completa quando Ă© compartilhada com propĂłsito.
đ€đ€ Entre Agentes & Gente
Nesta edição especial do quadro Entre Agentes & Gente, a conversa é com um nome que inspira multidÔes.
Jota Oliver Ă© empresĂĄrio, palestrante e autor de mais de 36 livros, com presença digital que ultrapassa trĂȘs milhĂ”es de seguidores em diversas plataformas.
Mais do que nĂșmeros, Jota Ă© sinĂŽnimo de superação.
Ex-morador de rua que transformou a dor em força e a força em propĂłsito, ele representa a uniĂŁo entre inteligĂȘncia emocional e coragem para inovar â temas que se conectam profundamente com a missĂŁo da IP EstratĂ©gias, empresa que acaba de lançar a Escola de InteligĂȘncia Aplicada, uma iniciativa pioneira voltada ao ensino humanizado de InteligĂȘncia Artificial.
Entre uma histĂłria e outra, Jota fala sobre resiliĂȘncia, o poder da mente e seu novo projeto literĂĄrio sobre IA, mostrando como o autoconhecimento e a tecnologia podem caminhar juntos.

Jota Oliver â arquivo pessoal
IA de Boa: Sua trajetória é marcada por recomeços e por uma presença muito forte nas redes. O que mais te motiva a continuar inspirando pessoas todos os dias?
Jota Oliver: Passei mais de 25 anos da minha vida correndo atrĂĄs de realizar meus sonhos materiais â comprar meus carros, minhas casas, fazer minhas viagens.
Como eu nunca tive nada, sonhava com o melhor que o dinheiro podia comprar.
Depois que conquistei tudo, percebi que nada daquilo tinha tanto valor quanto a caminhada até chegar lå.
Muito mais importante do que as coisas, sĂŁo as pessoas.
Hoje, o que me inspira a continuar Ă© poder transbordar â energia, conhecimento e fĂ©.
A vida me bateu forte, tirou muito de mim, inclusive uma filha que perdi tragicamente.
Mas foi dessa dor que veio minha força. Descobri, no fundo do poço, o chão que me fez reerguer.
IA de Boa: VocĂȘ mencionou estar escrevendo um livro sobre InteligĂȘncia Artificial. O que te levou a mergulhar nesse tema e de que forma ele se conecta com a tua missĂŁo de vida?
Jota Oliver: à inevitåvel, hoje, alguém virar as costas pra tecnologia.
Desde a conta de ågua até a pizza do såbado à noite, tudo depende dela.
A InteligĂȘncia Artificial nĂŁo Ă© mais um sonho, Ă© uma realidade.
Conheço muitas pessoas que dizem nĂŁo gostar dessas coisas de tecnologia, mas, nos prĂłximos cinco anos, quem nĂŁo estiver conectado vai acabar ficando invisĂvel.
IA de Boa: A IP EstratĂ©gias, empresa que represento, acaba de lançar a Escola de InteligĂȘncia Aplicada, um projeto que usa agentes tutores inteligentes para ensinar sobre IA de forma humanizada.
Se vocĂȘ fosse aluno dessa escola, qual seria a primeira pergunta que faria ao seu tutor sobre InteligĂȘncia Artificial?
Jota Oliver: A InteligĂȘncia Artificial, pra mim, Ă© como uma faca.
VocĂȘ pode usar uma faca pra descascar uma fruta ou pra ferir alguĂ©m.
A ferramenta é a mesma, mas as intençÔes são diferentes.
O que mais me preocupa na IA de hoje é quem estå por trås dela, porque, ao longo da história, sempre fomos manipulados por sistemas, religiÔes e grandes fortunas.
As redes sociais sĂŁo o maior exemplo disso: o que era pra unir, acabou separando.
Acredito que a InteligĂȘncia Artificial possa seguir o mesmo caminho â depende de quem a controla e de qual Ă© o propĂłsito.
IA de Boa: Na sua opiniĂŁo, como a InteligĂȘncia Artificial pode contribuir para o desenvolvimento humano sem substituir a sensibilidade e a empatia das pessoas?
Jota Oliver: A InteligĂȘncia Artificial sempre vai depender do humano pra existir.
Ela Ă© uma extensĂŁo do nosso pensamento, mas jamais vai ter o poder de decisĂŁo de uma alma.
Pode atĂ© imitar o raciocĂnio, mas nunca vai sentir amor, empatia ou fĂ©.
IA de Boa: Pra finalizar, deixe uma mensagem para quem sonha em recomeçar e usar a inteligĂȘncia â seja ela humana ou artificial â pra transformar a prĂłpria vida.
Jota Oliver: A vida Ă© um eterno ciclo de ganhos e perdas.
Desde o nascimento atĂ© o Ășltimo suspiro, tudo Ă© desafio.
Com o avanço da tecnologia, especialmente da InteligĂȘncia Artificial e da computação quĂąntica, vai ser cada vez mais difĂcil ser verdadeiramente humano.
O amor, a compaixĂŁo e o bom senso ainda sĂŁo cĂłdigos que a IA nĂŁo conhece.
Recomeçar exige humildade: reconhecer erros, abaixar a cabeça e seguir em frente.
Nosso ego e nossa vaidade são os maiores inimigos da evolução.
Espero que a InteligĂȘncia Artificial ajude os homens a aprender a lidar com esse inimigo invisĂvel que nos corrĂłi: o ego.
đŁ âCom uma fala simples, direta e carregada de verdade, Jota Oliver nos lembra que, no fim, toda inteligĂȘncia â seja humana ou artificial â precisa de propĂłsito.â
đ SEM ANESTESIA â As redes que curam (ou adoecem)

Afonso AlcĂąntara, CEO e criador da Poosting â a rede social brasileira que propĂ”e conexĂ”es mais humanas.
A internet ficou refém dos algoritmos e da pressa.
Mas um brasileiro decidiu desafiar o sistema.
O CEO e criador da Poosting, Afonso AlcĂąntara, apresenta uma rede social feita para reconectar pessoas, e nĂŁo viciĂĄ-las. Com mais de 130 mil usuĂĄrios e visibilidade nacional, a Poosting promete ser o antĂdoto elegante contra a dopamina digital.
ï      đŹ âAs redes do futuro nĂŁo serĂŁo as mais viciantes, serĂŁo as mais libertadoras.â â Afonso AlcĂąntara
Na prĂłxima edição da IA de Boa, vocĂȘ vai entender como uma ideia nascida no CearĂĄ estĂĄ inspirando o paĂs a repensar o que realmente Ă© interagir, comunicar e pertencer.
đĄïž InfĂąncia Protegida
Jamille Porto (Advogada e Professora de Direito Digital e InteligĂȘncia Artificial) e Carolina Pisano (PsicĂłloga clĂnica e jurĂdica, especialista em Neuropsicologia e em PrĂĄticas Inclusivas, mestra em Educação) mais uma vez unem suas vozes Ă IA de Boa para ampliar o diĂĄlogo sobre proteção, Ă©tica e bem-estar infantil na era digital.
Com olhares complementares â o jurĂdico e o emocional â, elas reforçam a importĂąncia de uma infĂąncia segura tambĂ©m nas telas.
đ©ââïž Entrevista â Jamille Porto

Jamille Porto â arquivo pessoal
IA de Boa: Exposição precoce â Muitos pais compartilham a rotina dos filhos desde o nascimento. Do ponto de vista jurĂdico, atĂ© onde vai o direito dos pais â e onde começa o direito da criança Ă prĂłpria imagem?
Jamille Porto:
O direito dos pais de compartilhar termina onde começa o direito da criança de não ser exposta.
O direito dos pais de compartilhar momentos dos filhos termina onde começa o direito fundamental da criança Ă intimidade, Ă privacidade e Ă imagem. Esse limite estĂĄ claramente previsto no art. 5Âș, X, da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade da imagem, e no art. 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante o respeito Ă integridade moral, fĂsica e psĂquica.
AlĂ©m disso, o art. 14 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) determina que o tratamento de dados de menores deve ocorrer sempre com consentimento especĂfico e em observĂąncia ao melhor interesse da criança.
Quando pais publicam fotos e vĂdeos em redes abertas, ainda que movidos por afeto, acabam criando um rastro digital permanente que a criança nĂŁo escolheu deixar. Esse conteĂșdo pode ser capturado por algoritmos, usado para treinar sistemas de IA, alimentar perfis de consumo ou ser manipulado em deepfakes.
Não importa se a intenção foi boa ou se não houve vontade de causar dano, a criança tem o direito de, no futuro, decidir não querer ter sua infùncia exposta ao mundo.
O direito Ă imagem existe justamente para protegĂȘ-la daquilo que ela ainda nĂŁo tem maturidade para consentir. O art. 227 da Constituição Federal reforça que Ă© dever da famĂlia, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, a dignidade e a proteção integral da criança.
Em outras palavras: o problema nĂŁo estĂĄ na demonstração de carinho, mas na falta de consciĂȘncia sobre o alcance digital e jurĂdico desse ato. A exposição pode parecer inofensiva hoje, mas o impacto pode acompanhar a criança pela vida inteira, mesmo quando ela quiser recomeçar longe das telas.
IA de Boa: Responsabilidade digital â Caso uma imagem ou vĂdeo de uma criança seja usado indevidamente, quem responde legalmente: os pais, a plataforma ou ambos?
Jamille Porto:
Quando a imagem de uma criança Ă© usada de forma indevida, a responsabilidade recai tanto sobre quem expĂŽs quanto sobre quem explorou. O art. 22 do ECA impĂ”e aos pais o dever de zelar pela dignidade dos filhos, enquanto o art. 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) obriga plataformas a remover conteĂșdos ilĂcitos apĂłs notificação judicial.
Se houver falha de segurança ou uso indevido de dados, as plataformas respondem solidariamente, conforme o art. 42 da LGPD. E quando hå dano moral, aplica-se o art. 186 e 927 do Código Civil.
Nenhuma rede social Ă© um ambiente neutro.
Publicar a imagem de uma criança em um ambiente aberto Ă© permitir que ela entre num ecossistema que aprende, replica e transforma, sem controle nem reversĂŁo total possĂvel.
IA de Boa: Deepfakes e manipulação de imagem â Com a chegada da InteligĂȘncia Artificial, ficou mais fĂĄcil criar conteĂșdos falsos com rostos de menores. HĂĄ legislação suficiente pra lidar com isso hoje no Brasil?
Jamille Porto:
A legislação brasileira ainda nĂŁo tem uma norma especĂfica para lidar com deepfakes, e isso cria um vĂĄcuo perigoso. Hoje, a proteção vem de leis genĂ©ricas: o art. 5Âș, X, da Constituição Federal e o art. 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) asseguram o direito Ă imagem e Ă dignidade; o art. 14 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impĂ”e o princĂpio do melhor interesse da criança; e o art. 241-C do ECA criminaliza a produção, venda ou divulgação de material pornogrĂĄfico envolvendo menores, inclusive quando gerado artificialmente.
Mas o avanço da IA tornou o problema mais complexo. Em 2024, a ONG SaferNet Brasil identificou 72 adolescentes vĂtimas de deepfakes sexuais em dez estados do paĂs, muitos deles em ambiente escolar. (Jornal de BrasĂlia)
Basta uma foto pĂșblica para que o rosto da criança seja inserido em contextos abusivos e viralize em minutos. Ainda que o conteĂșdo seja falso, o dano Ă© real: constrangimento, bullying, exclusĂŁo social e trauma psicolĂłgico.
O que parece tecnologia inofensiva Ă©, na prĂĄtica, uma nova forma de violĂȘncia.
O Brasil precisa avançar para um marco regulatĂłrio especĂfico sobre InteligĂȘncia Artificial, com mecanismos de rastreabilidade, transparĂȘncia e responsabilidade objetiva para quem desenvolve e utiliza essas tecnologias.
Enquanto isso nĂŁo acontece, o que temos Ă© uma combinação frĂĄgil de boas intençÔes legais e sistemas cada vez mais sofisticados. E nesse intervalo, as crianças seguem vulnerĂĄveis, vivendo num mundo em que uma imagem pode ser falsificada, mas as consequĂȘncias sĂŁo absolutamente reais.
IA de Boa: InstituiçÔes de ensino â Escolas tambĂ©m publicam fotos de alunos em redes e sites. Quais cuidados legais essas instituiçÔes precisam ter pra nĂŁo ferir o direito de imagem das crianças?
Jamille Porto:
Escolas e creches tĂȘm o dever de proteger a imagem e os dados dos alunos. Qualquer divulgação de fotos, vĂdeos ou nomes em redes sociais ou sites exige consentimento formal e especĂfico dos pais ou responsĂĄveis, conforme o art. 7Âș, I, e o art. 14 da LGPD.
Mesmo com autorização, o uso deve respeitar o princĂpio da necessidade e da finalidade (art. 6Âș, I, da LGPD). Publicar uma foto de uma atividade pedagĂłgica Ă© diferente de usar a imagem da criança em campanhas publicitĂĄrias ou institucionais.
O art. 17 do ECA e o art. 5Âș, X, da Constituição Federal reforçam a inviolabilidade da imagem infantil. Ignorar isso pode gerar responsabilidade civil e administrativa.
A ausĂȘncia de uma polĂtica clara nĂŁo fragiliza apenas a escola, mas a segurança da criança.
Ă indispensĂĄvel que as instituiçÔes adotem polĂticas de privacidade, controle de acesso e exclusĂŁo de dados, garantindo que nenhuma informação de aluno se torne insumo para sistemas de IA ou bancos de dados pĂșblicos.
IA de Boa: Educação jurĂdica digital â Como os pais podem se preparar para proteger seus filhos nesse novo cenĂĄrio tecnolĂłgico? Falta conhecimento sobre direitos digitais na base familiar?
Jamille Porto:
A educação jurĂdica digital precisa começar em casa. O art. 227 da Constituição Federal impĂ”e Ă famĂlia o dever de garantir, com prioridade, a dignidade e a proteção integral das crianças. Isso inclui o mundo digital.
Falta conhecimento båsico sobre direitos digitais: poucos pais compreendem o que significa consentir com o uso de dados, ou percebem que cada clique alimenta um sistema de perfilamento. à preciso promover alfabetização digital com base em direitos, e não apenas em tecnologia.
Quando os pais entendem a lei, a proteção deixa de ser instintiva e se torna consciente.
O primeiro passo Ă© dialogar. Explicar o que sĂŁo dados pessoais, por que alguns conteĂșdos sĂŁo perigosos e como reagir se algo parecer errado.
O segundo é buscar informação: acompanhar as orientaçÔes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e conhecer as regras da LGPD e do Marco Civil da Internet.
A proteção real nasce de conhecimento e confiança. Quando a famĂlia compreende o funcionamento da lei, a tecnologia deixa de ser ameaça e passa a ser ferramenta de segurança e autonomia.
đ©ââïž Entrevista â Carolina Pisano

Carolina Pisano â arquivo pessoal
IA de Boa: Autoimagem e autoestima â Como a exposição constante nas redes pode afetar a construção da identidade e autoestima das crianças?
Carolina Pisano:
A infĂąncia Ă© um perĂodo fundamental na formação da identidade. Ă nesse momento que a criança começa a construir a percepção sobre quem Ă©, o que sente e qual o seu valor. Quando hĂĄ exposição frequente nas redes sociais, esse processo pode ser influenciado por fatores externos, como curtidas, comentĂĄrios e comparaçÔes. A busca por aprovação virtual pode fragilizar a autoestima e afastar a criança de uma percepção autĂȘntica de si mesma.
Do ponto de vista Ă©tico, a Psicologia defende a proteção integral do desenvolvimento infantil, valorizando a dignidade, a liberdade e a singularidade do sujeito. Por isso, Ă© essencial promover ambientes que favoreçam experiĂȘncias reais, afetivas e espontĂąneas, permitindo que a criança se reconheça pelo que Ă© e nĂŁo pela forma como Ă© vista nas redes.
IA de Boa: PressĂŁo por validação â Muitos pequenos jĂĄ querem âser famososâ na internet. Que sinais mostram que essa busca por curtidas estĂĄ virando um problema emocional?
Carolina Pisano:
Quando a criança começa a associar seu valor pessoal ao engajamento nas redes, isso jĂĄ representa um sinal de alerta. Mudanças bruscas de humor apĂłs postagens, ansiedade pela resposta do pĂșblico, frustração diante da falta de curtidas e necessidade constante de exposição sĂŁo indicativos de sofrimento emocional.
A Psicologia entende que o desenvolvimento saudĂĄvel envolve a construção de um senso interno de valor, nĂŁo dependente da validação externa. O papel da famĂlia e dos educadores Ă© essencial nesse contexto, oferecendo reconhecimento genuĂno, afeto e diĂĄlogo. Quando a criança se sente acolhida e valorizada nas relaçÔes reais, tende a depender menos da aprovação virtual para se sentir bem.
IA de Boa: Limites saudĂĄveis â Qual Ă© o papel dos pais e educadores para equilibrar a presença digital e a vivĂȘncia real da infĂąncia?
Carolina Pisano:
A função dos adultos Ă© atuar como mediadores conscientes, ajudando a estabelecer limites saudĂĄveis entre o uso das tecnologias e as experiĂȘncias reais que fazem parte do desenvolvimento infantil. A infĂąncia deve ser vivida em contato com o outro, com o brincar, com a natureza e com o tempo livre â aspectos que contribuem para o amadurecimento emocional, a criatividade e a autonomia.
O CĂłdigo de Ătica Profissional do PsicĂłlogo orienta a promoção da saĂșde e do bem-estar psicolĂłgico, o que inclui orientar famĂlias sobre prĂĄticas digitais equilibradas. Regular o tempo de tela nĂŁo Ă© apenas uma questĂŁo de controle, mas de cuidado com o desenvolvimento global da criança.
IA de Boa: Impacto emocional das comparaçÔes â As crianças estĂŁo se comparando com outras desde cedo. Quais os efeitos disso no desenvolvimento psicolĂłgico?
Carolina Pisano:
O håbito da comparação pode comprometer o processo de formação da identidade e da autoestima. Quando a criança se compara de forma constante, passa a construir sua autoimagem com base em padrÔes externos, o que pode gerar sentimentos de inadequação, insegurança e desvalorização.
Sob a perspectiva do desenvolvimento humano, Ă© fundamental que a criança aprenda a reconhecer suas prĂłprias habilidades e limitaçÔes sem se pautar exclusivamente no desempenho do outro. A Psicologia valoriza a singularidade e a subjetividade de cada indivĂduo, compreendendo que cada trajetĂłria Ă© Ășnica e merece ser respeitada. Incentivar o autoconhecimento e a aceitação de si Ă© uma forma de prevenir o impacto emocional negativo das comparaçÔes precoces.
IA de Boa: Educação emocional digital â Como preparar emocionalmente as novas geraçÔes para viver num mundo em que a imagem tem tanto poder?
Carolina Pisano:
Preparar emocionalmente significa oferecer recursos internos para lidar com as pressĂ”es do ambiente digital. Isso envolve ensinar sobre empatia, autorrespeito, limites e senso crĂtico. As crianças precisam compreender que o valor de uma pessoa nĂŁo estĂĄ na imagem que ela projeta, mas naquilo que ela Ă©, sente e constrĂłi nas relaçÔes reais.
A educação emocional digital deve ser um processo contĂnuo, baseado no diĂĄlogo, na escuta e no exemplo. O psicĂłlogo, os educadores e as famĂlias tĂȘm papel fundamental na formação de uma geração mais consciente, capaz de utilizar a tecnologia de forma saudĂĄvel e equilibrada. Em um mundo em que a imagem exerce tanto poder, fortalecer o ser humano por trĂĄs da tela Ă© uma forma de preservar sua saĂșde mental e emocional.
đŹ A equipe da IA de Boa agradece pela presença e pela parceria constante de Jamille e Carolina, que seguem conosco nessa missĂŁo de promover consciĂȘncia, responsabilidade e afeto no universo digital
đ CafĂ© com Odete Roitman da Automação
Ela voltou, meu bem â
E trocou os jatinhos particulares por drones corporativos e relatĂłrios automatizados.
Loira, poderosa e perigosamente atualizada, a CEO da TCA â Tecnologia, Controle & Automação chega distribuindo elegĂąncia e leves ameaças digitais.
Enquanto uns ainda estĂŁo âvendo orçamentoâ, Odete jĂĄ fechou contrato, automatizou a agenda e programou o cafĂ© para sair pontualmente Ă s 7h â sem açĂșcar e sem paciĂȘncia.
Cena clĂĄssica:
Odete entra na sede da TCA, vestida de branco e com um tablet dourado nas mĂŁos.
Olha para Marco Aurélio e solta, sem piscar:
ï      đ âMarco AurĂ©lio, meu bem… ou a gente automatiza, ou a gente desaparece.â
Moral da histĂłria:
Quem ainda nĂŁo automatizou o atendimento corre sĂ©rio risco de levar um tiro simbĂłlico da Odete do futuro. đ„
âïžâ CafĂ© com Odete Roitman da Automação â A automação servida sem açĂșcar. A elegĂąncia do veneno estratĂ©gico.
Convite para Participar
VocĂȘ jĂĄ conversou com uma inteligĂȘncia artificial? Foi curioso, divertido ou surpreendente? Quer contar essa histĂłria?
đ Mande para a gente!
đ Se vocĂȘ ainda nĂŁo teve essa oportunidade, a gente pode proporcionar essa experiĂȘncia para vocĂȘ. Ă sĂł entrar em contato e combinar.
đ§ Envie sua experiĂȘncia (ou solicite a sua conversa com IA) para:
contato@colunaiadeboa.com.br
âš E lembre-se: se quiser saber mais sobre como agentes inteligentes podem transformar sua empresa, sua rotina ou atĂ© mesmo o seu jeito de aprender, a IP EstratĂ©gias estĂĄ pronta para atender vocĂȘ.
đ A Escola de InteligĂȘncia Aplicada da IP EstratĂ©gias nasce com o propĂłsito de aproximar pessoas do universo da IA de forma leve, prĂĄtica e humanizada â porque aprender com inteligĂȘncia tambĂ©m Ă© uma arte.
đĄ A inteligĂȘncia artificial estĂĄ mudando o mundo, e a IA de Boa estĂĄ aqui para garantir que vocĂȘ faça parte dessa mudança â de um jeito simples, humano e cheio de boas ideias.

