Mãe denuncia maus-tratos em escola no Acre: filho de 4 anos teria sido despido e banhado à força

A mĂŁe afirmou que quatro adultos, sendo a diretora, a coordenadora, uma professora de educação especial e o porteiro seguraram a criança para contĂȘ-la

Por Vitor Paiva, ContilNet 15/10/2025 Atualizado: hĂĄ 6 meses

A PolĂ­cia Civil investiga uma denĂșncia de maus-tratos envolvendo um aluno de quatro anos da escola infantil Menino Jesus, em Brasileia, interior do Acre. A mĂŁe da criança, Mayra, registrou boletim de ocorrĂȘncia e acionou o MinistĂ©rio PĂșblico apĂłs relatar que o filho, Luiz Gabriel, foi despido e submetido a um banho forçado por funcionĂĄrios da instituição durante uma crise emocional.

Mãe denuncia maus-tratos em escola no Acre: filho de 4 anos teria sido despido e banhado à força

A mĂŁe ja registrou um boletim de ocorrĂȘncia e entrou com uma ação junto ao MP/Foto: Cedida

De acordo com Mayra, o caso ocorreu no Ășltimo dia 6, quando o menino participava de uma atividade do Dia das Crianças.

“Por volta das 15h20, a diretora me ligou dizendo que ele estava em crise e que haviam dado um banho nele para acalmar. Quando cheguei à escola, encontrei meu filho molhado, de cueca, descalço, chorando e em prantos dentro da sala”, contou.

A mĂŁe afirmou que quatro adultos, sendo a diretora, a coordenadora, uma professora de educação especial e o porteiro seguraram a criança para contĂȘ-la. “Tiraram a roupa dele e deram banho Ă  força. Ele me disse que nĂŁo queria mais ir Ă  escola e que odiava o homem que tirou sua roupa”, relatou.

Mayra informou que o filho estĂĄ sendo avaliado por profissionais de saĂșde para investigar um possĂ­vel grau de autismo.

“Independentemente disso, o que fizeram foi abusivo e violento. Ele ficou com marcas físicas e psicológicas. Hoje, ele não quer mais frequentar a escola”, afirmou.

Segundo a mĂŁe, apĂłs o ocorrido, a famĂ­lia tentou diĂĄlogo com a direção e procurou apoio da Secretaria Municipal de Educação, mas nĂŁo recebeu retorno. “NinguĂ©m me procurou para saber como ele estĂĄ. Resolvi acionar o MinistĂ©rio PĂșblico e a polĂ­cia para garantir os direitos dele”, disse.

A reportagem aguarda posicionamento da Secretaria Municipal de Educação e da direção da escola Menino Jesus sobre o caso.

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