Morte da “Japinha do CV” gera dĂșvidas e teorias nas redes sociais

A jovem, apelidada de “musa do crime”, teria morrido em confronto com a polícia durante megaoperação no Rio de Janeiro

Por Redação ContilNet 31/10/2025

ApĂłs ser dada como morta durante confronto na megaoperação de terça-feira (28/10) no Rio Janeiro e ter sua foto com o rosto fuzilado divulgada nas redes sociais, internautas levantaram a dĂșvida: a Japinha do CV realmente morreu?

Morte da “Japinha do CV” gera dĂșvidas e teorias nas redes sociais

Ao longo dos Ășltimos dias, perfis falsos usando imagens da “musa do crime”, tambĂ©m conhecida como PenĂ©lope, foram criados para promover informaçÔes falsas/Foto: Cedida

Ao longo dos Ășltimos dias, perfis falsos usando imagens da “musa do crime”, tambĂ©m conhecida como PenĂ©lope, foram criados para promover informaçÔes falsas, pedir contribuiçÔes via Pix e atĂ© mesmo divulgar casas de apostas. Em alguns casos, algumas pessoas se passam por familiares da Japinha.

“Boa noite galera. Tá todo mundo falando que eu morri mas eu não morri. Vou me pronunciar daqui a pouco”, diz um dos perfis.

A morte da Japinha do CV

Penélope costumava atuar na proteção de rotas de fuga e na defesa dos pontos estratégicos de venda de drogas. Seu corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade após horas de tiroteio.

Ela estava vestida com roupa camuflada e colete tåtico, preparado com espaços para carregadores de fuzil, o que confirma seu papel ativo na linha de frente da facção.

A coluna apurou que Penélope foi atingida por um disparo de fuzil que esfacelou sua cabeça, após resistir a abordagem e abrir fogo contra os agentes.

Momentos antes de ser executada, ela enviou mensagem a uma amiga durante o confronto. Na conversa pelo WhatsApp, PenĂ©lope manda um simples “oi” e faz uma chamada de vĂ­deo que dura cerca de trĂȘs minutos.

Pouco tempo depois, Japinha do CV foi morta durante o confronto nos complexos do Alemão e da Penha, que abrangem 26 comunidades na zona norte do Rio de Janeiro, na terça-feira (28/10).

Operação no Rio de Janeiro:

  • A morte de PenĂ©lope ocorreu durante a maior e mais letal operação policial da histĂłria do estado.
  • Segundo o PalĂĄcio Guanabara, a ação mobilizou 2,5 mil agentes de diversas corporaçÔes, entre PolĂ­cia Civil, PolĂ­cia Militar e unidades especiais.
  • O objetivo Ă© conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desarticular sua base logĂ­stica.
  • Moradores relataram madrugada de terror, com helicĂłpteros sobrevoando as comunidades e blindados abrindo caminho pelos becos e vielas.
  • O barulho de tiros e explosĂ”es se estendeu atĂ© o amanhecer, especialmente nas regiĂ”es da Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro.
  • Apesar do cerco, parte dos criminosos conseguiu escapar por rotas alternativas.
  • Agentes encontraram tĂșneis e passagens camufladas entre casas e muros, usados para fuga coordenada, lembrando a manobra vista hĂĄ 15 anos, durante a histĂłrica invasĂŁo ao AlemĂŁo, em 2010.

MetrĂłpoles

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