Sindicato dos Professores ameaça não iniciar ano letivo de 2026 caso governo não atenda reivindicações

Sindicato exige devolução de 10% nos vencimentos e retorno da antiga tabela salarial

Por Geovany Calegário, ContilNet 21/10/2025 Atualizado: há 6 meses

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, declarou nesta terça-feira (21) que o ano letivo de 2026 pode não começar se o governo estadual não atender às principais reivindicações da categoria. Entre as demandas, estão o retorno da antiga tabela salarial e um reajuste de 10% nos vencimentos dos professores.

“Vamos aguardar até o final deste quadrimestre e, caso o governo não devolva os nossos 10%, ficou deliberado que não iniciaremos o ano letivo de 2026”, afirmou Rosana.

Sindicato dos Professores ameaça não iniciar ano letivo de 2026 caso governo não atenda reivindicações

Sindicato exige devolução de 10% nos vencimentos e retorno da antiga tabela salarial/Foto: Everton Damascneo/ContilNet

A decisão foi tomada durante uma assembleia do sindicato, que analisou o andamento das negociações com o Executivo. Segundo a presidente, os profissionais da educação permanecem firmes na cobrança por melhorias salariais e no cumprimento de acordos anteriores.

O Sinteac também comemorou a decisão judicial que negou o pedido de ilegalidade da greve deflagrada no início deste ano. A Justiça reconheceu o direito de manifestação da categoria, decisão atribuída ao desembargador Francisco de Djalma.

Sindicato dos Professores ameaça não iniciar ano letivo de 2026 caso governo não atenda reivindicações

Decisão judicial que garantiu legalidade da greve fortalece movimento sindical/Foto: Reprodução

“A Justiça não declarou a greve ilegal e tampouco proibiu nossos atos. Essa foi uma conquista importante, e vamos continuar lutando pelo retorno da tabela e pelos 10% que nos são devidos”, reforçou Rosana Nascimento.

Com o impasse mantido, o sindicato alerta que, caso o governo não apresente uma proposta concreta até o fim do quadrimestre, os professores da rede estadual poderão paralisar as atividades no início do próximo ano letivo.

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