No Acre, Ă© preciso ganhar R$ 210 mil por mĂȘs para estar entre os mais ricos, aponta pesquisa

Elite acreana concentra parte expressiva da renda regional

Por Redação ContilNet 08/11/2025 às 08:00 Atualizado: hå 5 meses

A elite econĂŽmica brasileira, formada pelos 0,1% mais ricos do paĂ­s — cerca de 165 mil pessoas —, tambĂ©m tem presença no Acre. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa EconĂŽmica Aplicada (Ipea), baseado em dados do Imposto de Renda da Receita Federal, o estado registra 0,18% da população dentro dessa faixa, com renda mĂ­nima mensal estimada em R$ 210 mil para fazer parte do grupo.

O valor estĂĄ abaixo da mĂ©dia nacional, que Ă© de R$ 516 mil por mĂȘs, mas reflete o topo da pirĂąmide de renda acreana. Esses nĂșmeros mostram as desigualdades regionais e a forte concentração de riqueza, mesmo em estados com renda mĂ©dia mais baixa.

A presença de grandes produtores rurais, empresĂĄrios e servidores de altos cargos pĂșblicos ajuda a compor o grupo mais abastado. Ainda assim, a elite econĂŽmica do estado estĂĄ distante dos nĂ­veis observados nas capitais do Sudeste, onde o poder aquisitivo e o acĂșmulo de patrimĂŽnio sĂŁo significativamente maiores.

No Acre, Ă© preciso ganhar R$ 210 mil por mĂȘs para estar entre os mais ricos, aponta pesquisa

Mapa mostra a distribuição dos 0,1% mais ricos do Brasil. No Acre, 0,18% da população tem renda mensal acima de R$ 210 mil, segundo dados do Ipea e da Receita Federal (2025)/Foto: Reprodução/Brasil em Mapas

Entre as regiÔes do país, o Centro-Oeste lidera em proporção de ultra-ricos, impulsionado pelo Mato Grosso, onde 0,30% da população faz parte do grupo com rendimentos mensais acima de R$ 300 mil. Jå no Norte, onde estå o Acre, os percentuais variam entre 0,16% e 0,20%. O estudo também evidencia que o limite de renda necessårio para integrar o 0,1% mais rico varia conforme o custo de vida e o grau de concentração econÎmica local.

Nos estados com maior renda per capita, como Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, a renda mínima exigida ultrapassa R$ 600 mil mensais, enquanto nas regiÔes Norte e Nordeste, o valor é menor, mas ainda representa o topo dos rendimentos locais.

O levantamento indica que os ultra-ricos concentram cerca de 10,5% da renda total do país, reforçando a forte desigualdade brasileira.

O Acre, mesmo com um percentual modesto dentro do cenårio nacional, segue o padrão de concentração observado em todo o Brasil: poucos indivíduos acumulam uma fatia expressiva da riqueza disponível.

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