Ex de CauĂŁ Reymond grava vĂ­deo para o MP expondo violĂȘncia psicolĂłgica

Mariana Goldfarb participa de campanha nacional e relata sinais e impactos de um relacionamento abusivo

Por Ascom 05/12/2025 Ă s 08:13

A modelo e apresentadora Mariana Goldfarb, ex-esposa do ator CauĂŁ Reymond, aparece em um vĂ­deo do MinistĂ©rio PĂșblico do Rio de Janeiro (MPRJ) relatando a experiĂȘncia de violĂȘncia psicolĂłgica que sofreu em um relacionamento passado. O depoimento integra a campanha nacional “21 Dias de Ativismo pelo Fim da ViolĂȘncia e do Racismo contra as Mulheres”, promovida pelo MinistĂ©rio das Mulheres em parceria com ĂłrgĂŁos estaduais.

Ex de CauĂŁ Reymond grava vĂ­deo para o MP expondo violĂȘncia psicolĂłgica

Reprodução/Instagram

No vídeo, Mariana descreve o momento em que percebeu que precisava sair da situação abusiva:

“Eu consegui sair num momento em que tinha sĂł mais 5% de oxigĂȘnio. Ou eu usava aqueles 5% ali, ou eu ia morrer. Percebi que estava em um relacionamento abusivo. Acho que desde muito cedo, mas eu nĂŁo sabia nomear.”


Sinais fĂ­sicos e emocionais do abuso

Emocionada, Mariana afirma que a violĂȘncia psicolĂłgica nĂŁo deixa marcas externas, mas se manifesta de outras formas:

“Olhando para trás, eu consigo ver como ela foi se manifestando: queda de cabelo, olho tremendo, falta de apetite, anorexia.”

Ela relata ter vivido um período em que “pisava em ovos”, tentando evitar conflitos:

“Era muito extenuante tentar fazer de tudo para que o dia terminasse bem — e não terminava. Comecei a beber muito para anestesiar a dor.”


Isolamento e manipulação

No depoimento, Mariana conta que foi incentivada a se afastar de amigas e familiares:

“Todas eram ruins, invejosas, tinham ciĂșmes
 É isso que vocĂȘ escuta. Nenhuma presta, sua famĂ­lia nĂŁo presta. Existe um jogo psicolĂłgico grande, de culpa e vitimização.”

Sem citar nomes, ela afirma que perdeu sua essĂȘncia:

“Eu jĂĄ nĂŁo era eu mesma. Meu brilho tinha sumido, como se alguĂ©m estivesse sugando tudo de mim.”


“NĂŁo Ă© simples sair”

Sobre a dificuldade de deixar um relacionamento abusivo, Mariana reforça:

“Ouvi muito: ‘Por que vocĂȘ nĂŁo sai?’. Mas nĂŁo Ă© assim. SĂł depois de viver isso eu entendi que nĂŁo Ă© apenas decidir sair. Existe uma dependĂȘncia que acaba aparecendo.”

O depoimento faz parte das açÔes de conscientização sobre os tipos de violĂȘncia que atingem mulheres e meninas em todo o Brasil.


Fonte: MPRJ / Ministério das Mulheres / Metrópoles

✍ Redigido por ContilNet

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