MinistĂ©rio dos Direitos Humanos lamenta morte de MoisĂ©s Alencastro e faz denĂșncia Ă  ouvidoria

O MDHC informou ainda que, apĂłs tomar conhecimento do caso, a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ encaminhou a denĂșncia Ă  Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos

Por Everton Damasceno, ContilNet 26/12/2025 Atualizado: hĂĄ 4 meses

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou uma nota de pesar pelo falecimento do colunista social, advogado e ativista Moisés Ferreira Alencastro, destacando sua trajetória de dedicação aos direitos humanos, à cultura e à população LGBTQIA+ no Acre.

MoisĂ©s Alencastro faleceu no Ășltimo domingo (21) apĂłs ser vĂ­tima de violĂȘncia, caso que passou a ser investigado pelas autoridades de segurança pĂșblica. As circunstĂąncias da morte ainda estĂŁo sob apuração, e o episĂłdio gerou forte comoção.

MinistĂ©rio dos Direitos Humanos lamenta morte de MoisĂ©s Alencastro e faz denĂșncia Ă  ouvidoria

Ministério dos Direitos Humanos lamenta morte de Moisés Alencastro/Foto: Reprodução

Na manifestação oficial, o ministĂ©rio ressaltou que MoisĂ©s “construiu uma trajetĂłria marcada pelo compromisso com os direitos humanos”, atuando diretamente no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Servidor do MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre desde 2006, ele exercia suas funçÔes no Centro de Atendimento Ă  VĂ­tima (CAV), onde se dedicou ao atendimento de pessoas atingidas pela violĂȘncia e de seus familiares.

O MDHC informou ainda que, apĂłs tomar conhecimento do caso, a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ encaminhou a denĂșncia Ă  Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, para que “as medidas cabĂ­veis sejam adotadas com respeito Ă  vĂ­tima e seus familiares”.

Reconhecido também por sua atuação na årea cultural, Moisés Alencastro deixou um legado significativo para o estado do Acre. Conforme destacou o ministério, ele foi idealizador do Festival TransamazÎnico, iniciativa que deu protagonismo à população LGBTQIA+, especialmente às pessoas trans, fortalecendo a cena cultural e audiovisual da AmazÎnia. Sua atuação se estendeu ainda ao Conselho Estadual de Cultura e ao colunismo social e ao jornalismo cultural acreano.

Em outro trecho da nota, o MDHC afirma que a memĂłria de MoisĂ©s “seguirĂĄ viva em sua histĂłria de dedicação ao serviço pĂșblico, na cultura e na defesa dos direitos da população LGBTQIA+”. O ministĂ©rio tambĂ©m destacou que a morte do ativista reforça a urgĂȘncia do enfrentamento Ă  violĂȘncia, ao Ăłdio e Ă s discriminaçÔes que ainda vitimam tantas pessoas no paĂ­s.

Confira a nota na Ă­ntegra:

O MinistĂ©rio dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, manifesta profundo pesar pelo falecimento de MoisĂ©s Ferreira Alencastro. Advogado, ativista, produtor cultural e servidor do MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre desde 2006, MoisĂ©s construiu uma trajetĂłria marcada pelo compromisso com os direitos humanos, atuando no Centro de Atendimento Ă  VĂ­tima (CAV), onde dedicou sua vida ao acolhimento de pessoas atingidas pela violĂȘncia e de seus familiares.

ApĂłs conhecimento do caso, a SLGBTQIA+ encaminhou a denĂșncia Ă  Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos para que as medidas cabĂ­veis sejam adotadas com respeito Ă  vĂ­tima e seus familiares.

Na cultura, deixou um legado incalculåvel para o estado. Idealizador do Festival TransamazÎnico, foi responsåvel por dar protagonismo à população LGBTQIA+, especialmente pessoas trans, fortalecendo a cena cultural e audiovisual da AmazÎnia. Também teve participação destacada no Conselho Estadual de Cultura, além de contribuiçÔes relevantes para o colunismo social e o jornalismo cultural acreano, sempre em defesa da identidade e da diversidade cultural local.

A memĂłria de MoisĂ©s Ferreira Alencastro seguirĂĄ viva em sua histĂłria de dedicação ao serviço pĂșblico, na cultura e na defesa dos direitos da população LGBTQIA+. Sua partida reforça a urgĂȘncia do enfrentamento Ă  violĂȘncia, ao Ăłdio e Ă s discriminaçÔes que ainda vitimam tantas vidas. Que sua trajetĂłria seja honrada com justiça, memĂłria e compromisso coletivo.

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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