O jornalista Alexandre Garcia questionou publicamente a explicação dada pelo lĂder do PL na Câmara dos Deputados, SĂłstenes Cavalcante, sobre a origem e a guarda de cerca de R$430 mil em espĂ©cie. As declarações foram feitas durante um comentário em que Garcia comparou a justificativa apresentada pelo parlamentar com práticas comuns no sistema financeiro atual.

O caso repercutiu no ultimo dia 21/Foto: Reprodução
Segundo Alexandre Garcia, Sóstenes Cavalcante afirmou que o dinheiro encontrado teria origem na venda de um imóvel e que não houve tempo para depositar o valor em uma instituição bancária. O jornalista, no entanto, demonstrou ceticismo quanto à versão apresentada. “Eu já vi 470 mil, mas parece que é 430 mil. Disse que vendia um imóvel e que não teve tempo de botar o dinheiro no banco, mas será que ele teve tempo de contar o dinheiro pelo menos? 430 mil demora um tempão pra contar”, afirmou.
Garcia relatou ainda uma situação pessoal para reforçar o contraste entre as práticas bancárias atuais e a justificativa apresentada pelo deputado. “Semana passada eu tambĂ©m vendi um imĂłvel no Lago Norte, R$1 milhĂŁo e 900, e eu nĂŁo vi a cor do dinheiro, foi de um banco pro outro”, disse. Segundo ele, a movimentação ocorreu de forma eletrĂ´nica, sem manuseio de dinheiro fĂsico.
O jornalista também destacou que, em sua rotina pessoal, não costuma guardar valores elevados em espécie. “No mundo de hoje, de PIX, de conta bancária, de cartão, quem é que anda com o dinheiro? (…) O máximo que eu guardei em casa é R$300, que em geral eu saco antes do fim de semana”, afirmou.
Ao comentar o impacto polĂtico do caso, Alexandre Garcia declarou que o valor encontrado seria, por si sĂł, suficiente para gerar questionamentos. “R$430 mil sĂŁo suficientemente eloquentes, fala muito, Ă© uma voz gritante. Eu nĂŁo sei como Ă© que ele vai continuar lĂder do PL depois dessa”, concluiu.

