Anvisa manda recolher lote de molho de tomate com pedaços de vidro

Produto importado teve venda e consumo suspensos após alerta internacional; suplementos alimentares também entram na lista de recolhimentos

Por Redação 08/01/2026

A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7/1), o recolhimento imediato de um lote do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, apĂłs a identificação de pedaços de vidro no produto importado para o Brasil.

Com a decisão, o lote LM283 teve a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo suspensos em todo o país. O alerta chegou à Anvisa por meio do Sistema de Alerta Råpido para Alimentos e RaçÔes (RASFF), mecanismo internacional que monitora riscos à segurança alimentar.

Segundo a agĂȘncia, a presença de fragmentos de vidro representa grave risco Ă  saĂșde, podendo causar lesĂ”es no trato digestivo. A orientação Ă© que consumidores que tenham adquirido o produto interrompam imediatamente o uso.

Anvisa manda recolher lote de molho de tomate com pedaços de vidro

Rmcarvalho/Getty Images

Suplementos com ingredientes nĂŁo autorizados

AlĂ©m do molho de tomate, a Anvisa informou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite VisĂŁo, da empresa BL IndĂșstria Ótica Ltda. (Bausch Lomb), voltado Ă  saĂșde ocular. Os lotes atingidos sĂŁo:

  • 25G073

  • S25C004

  • S25C003

  • S25C002

  • S25G072

De acordo com a Anvisa, os produtos foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da påprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Também foi constatado que a quantidade de Caramelo IV (processo sulfito-amÎnia) ultrapassa o limite permitido.

A empresa informou que farĂĄ o recolhimento voluntĂĄrio dos lotes.

Produtos sem licença sanitåria

A fiscalização tambĂ©m atingiu os suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, fabricados pela empresa Ervas Brasil IndĂșstria Ltda.

Segundo a Anvisa, a fabricante nĂŁo possui licença sanitĂĄria nem alvarĂĄ de funcionamento, alĂ©m de utilizar ingredientes nĂŁo autorizados e realizar divulgação irregular, com promessas de benefĂ­cios Ă  saĂșde sem comprovação cientĂ­fica.

“AlĂ©m disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicaçÔes terapĂȘuticas, associando o uso a benefĂ­cios funcionais e de saĂșde, sem comprovação cientĂ­fica”, informou a Anvisa em nota.

Orientação ao consumidor

A Anvisa recomenda que consumidores não utilizem os produtos listados e procurem os pontos de venda ou fabricantes para orientaçÔes sobre devolução. Em caso de sintomas adversos, a orientação é buscar atendimento médico.


Fonte: AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa)
✍ Redigido por ContilNet

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