A ex-BBB acreana Gleici Damasceno relembrou, em entrevista à TV Brasil, o impacto de sua vitória no Big Brother Brasil e a importância da representatividade que sua trajetória passou a simbolizar, especialmente para mulheres da região Norte e da Amazônia.

Gleici no programa da TVBrasil/Foto: Instagram
Vencedora do reality aos 22 anos, Gleici contou que, naquele momento, não tinha plena dimensão do significado histórico de sua conquista. “Eu era uma mina de 22 anos ganhando 1 milhão e 600. Era maravilhoso, mas eu não entendia o poder que foi aquilo”, afirmou.
Segundo ela, a compreensão veio com o tempo, a partir do contato direto com o público. “As pessoas me fizeram entender. Eu vi muitas pessoas chegando em mim, chorando, dizendo: ‘Obrigada por você ter falado do Acre, do Norte, da Amazônia’”, relatou.
Durante o programa, Gleici destacou que sentia a responsabilidade de representar seu povo e sua origem. “Eu falava muito sobre o Acre e sobre a Amazônia porque sentia que precisava representar o meu povo”, disse. Hoje, ela afirma estar ainda mais consciente da importância de ocupar espaços e valorizar a própria identidade.
A ex-BBB também revelou que enfrentou episódios de xenofobia, inclusive dentro do reality. “Teve momentos de xenofobia que eu senti. Já ouvi coisas muito absurdas, como tentarem diminuir quem eu sou e de onde eu venho”, contou.
Mesmo diante das dificuldades, Gleici destacou que sempre tentou equilibrar diversão e responsabilidade social. “Eu vivi duas questões muito grandes: me divertir, mas sem ultrapassar o limite da responsabilidade social que eu tinha ali. As duas coisas podem andar juntas”, afirmou.
Ao relembrar sua trajetória, Gleici reforçou que sua vitória vai além do prêmio financeiro. Para ela, o maior legado foi mostrar que pessoas do Norte podem ocupar qualquer espaço e serem protagonistas de suas próprias histórias.
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