Acre tem pior índice de escolas com internet do país, aponta Censo Escolar 2025

Percentual chega a 52,5%, abaixo da média nacional de 94,5%

Acre tem pior índice de escolas com internet do país
Acre tem pior índice de escolas com internet do país/Foto: Reprodução

O Acre permanece como o estado com menor proporção de escolas com acesso à internet no Brasil, segundo dados do Censo Escolar 2025 divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). De acordo com o levantamento, apenas 52,5% das unidades de ensino da educação básica no estado possuem conexão à rede.

Embora o percentual ainda seja o mais baixo do país, houve um avanço em relação a 2024, quando o índice era de 48,2%. O crescimento foi de pouco mais de quatro pontos percentuais em um ano.

No cenário nacional, a realidade é bastante diferente. Em 2021, 82,8% das escolas brasileiras tinham acesso à internet. Em 2025, esse número subiu para 94,5%, evidenciando a ampliação da conectividade na maior parte do país. Para o Ministério da Educação, índices abaixo de 70% são considerados de baixa cobertura.

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Na comparação regional, o Acre também aparece atrás de outros estados da Região Norte. O Amazonas registra 66,6% das escolas conectadas, Roraima alcança 68,3% e o Amapá chega a 69,3%.

Cobertura varia conforme a etapa de ensino

O Censo também revela desigualdade no acesso dentro do próprio estado. A presença de internet cresce à medida que avançam as etapas escolares.

Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), apenas 41,3% das escolas possuem acesso à rede. Nos anos finais (6º ao 9º ano), o percentual sobe para 45,6%. Já no ensino médio, a cobertura atinge 60%, o maior índice entre as etapas.

Queda nas matrículas do ensino médio

Além da conectividade, o levantamento aponta redução no número de novas matrículas no ensino médio no Acre. Em 2024, foram registradas 40.079 inscrições. Em 2025, o número caiu para 37.266, representando uma retração de 7,02% — a terceira maior queda proporcional do país, atrás apenas de São Paulo (13,60%) e Roraima (7,06%).

Na capital, Rio Branco concentrou parte significativa da redução. A rede pública estadual perdeu 12.951 matrículas. Na rede federal, que oferta ensino médio integrado a cursos técnicos, 605 estudantes deixaram de se rematricular. Já as escolas particulares registraram diminuição de 1.106 matrículas.

Apesar da redução no número absoluto de matrículas no ensino médio, o Censo indica que o atendimento educacional no estado apresenta melhora no acesso à escola, com diminuição do contingente de crianças e adolescentes fora da sala de aula.

Os dados reforçam o desafio da conectividade nas escolas acreanas, especialmente em um contexto em que a tecnologia se consolida como ferramenta essencial para o aprendizado e a inclusão digital.

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