Advogado preso por suspeita de violĂȘncia sexual tem registro suspenso pela OAB no Acre

Entidade abriu processo disciplinar e afirmou que irĂĄ apurar conduta conforme prevĂȘ o Estatuto da Advocacia

Por Redação ContilNet 21/02/2026 às 12:49 Atualizado: hå 2 meses

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) determinou a suspensĂŁo do registro profissional do advogado AluĂ­sio Veras de Almeida Neto, de 42 anos, detido em flagrante na Ășltima segunda-feira (16), em Rio Branco, sob suspeita de estupro e cĂĄrcere privado em um motel da capital. AlĂ©m da medida administrativa, a entidade anunciou a abertura de processo Ă©tico-disciplinar para investigar a conduta do profissional.

De acordo com a OAB/AC, a apuração seguirĂĄ os trĂąmites previstos na Lei nÂș 8.906/1994, que rege a advocacia no paĂ­s, garantindo ao investigado o direito Ă  ampla defesa e ao contraditĂłrio. A instituição ressaltou ainda que adotou providĂȘncias internas para examinar o caso com responsabilidade e dentro dos princĂ­pios que norteiam a classe.

A ocorrĂȘncia policial teve inĂ­cio apĂłs um jovem peruano, de 18 anos, acionar a PolĂ­cia Militar do Acre relatando que estaria impedido de sair do quarto e que teria sido vĂ­tima de violĂȘncia sexual. Equipes da PM foram ao local, conversaram com funcionĂĄrios do estabelecimento e iniciaram buscas nos aposentos.

Segundo o boletim, um dos quartos estava aberto, mas sem ocupantes. No entanto, o banheiro permanecia fechado. Diante da falta de resposta às tentativas de negociação, os policiais forçaram a entrada e encontraram o jovem no interior do box, enquanto o advogado estava próximo à pia.

O rapaz informou aos militares que havia marcado o encontro por meio de um aplicativo, inicialmente com a intenção de apenas consumir bebidas. Ele afirmou que, no local, o advogado teria tentado manter relaçÔes sexuais sem consentimento.

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Em audiĂȘncia de custĂłdia realizada na terça-feira (17), a Justiça decidiu converter a prisĂŁo em flagrante em preventiva, mantendo o investigado detido enquanto o inquĂ©rito segue em andamento.

O nome do advogado tambĂ©m jĂĄ havia sido mencionado em investigação anterior. Em julho de 2025, ele foi indiciado pela PolĂ­cia Civil pela morte de David Weverton Matos AraĂșjo, caso ocorrido no mesmo motel. O inquĂ©rito foi concluĂ­do e remetido ao JudiciĂĄrio. À Ă©poca, conforme informaçÔes da Delegacia de HomicĂ­dios e Proteção Ă  Pessoa (DHPP), o advogado declarou nĂŁo se recordar dos fatos.

Em nota divulgada na quarta-feira (18), a OAB/AC reafirmou seu compromisso com a ética, a legalidade e a defesa das prerrogativas profissionais, destacando que acompanharå o caso e adotarå as medidas cabíveis para preservar a integridade da advocacia e a confiança da sociedade.

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