O que hoje sai das propriedades como café “em coco”, com baixo valor de mercado e alto custo de transporte, deve começar a ganhar mais peso e preço dentro do próprio Baixo Acre. Isso porque a implantação de duas fábricas de beneficiamento em Capixaba e Acrelândia promete transformar a rotina e a renda de cerca de 400 famílias produtoras da região, segundo informações divulgadas pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Após a assinatura do convênio de R$ 14,7 milhões, a ABDI e a Cooperacre iniciaram as visitas técnicas aos terrenos onde os complexos serão construídos. A expectativa dos produtores é que, com a estrutura funcionando, o café passe a ser seco, descascado e classificado nas próprias cidades, evitando perdas e reduzindo os custos logísticos que hoje comprometem a rentabilidade.
“Ver de perto o terreno e, principalmente, ouvir o produtor sobre suas dificuldades reais é o que garante que o investimento da ABDI terá o impacto social que buscamos”, afirmou a diretora Perpétua Almeida. “O compromisso da Nova Indústria Brasil (NIB) é justamente este: levar inovação para onde a produção acontece, garantindo que o lucro e a dignidade permaneçam com as famílias produtoras locais”.
Durante as visitas, cooperados relataram as dificuldades enfrentadas, principalmente com o valor do frete e a desvalorização do produto vendido sem beneficiamento. A nova estrutura deve permitir maior agregação de valor ao Café Robusta Amazônico, fortalecendo a agricultura familiar e mantendo mais renda nas comunidades locais.

Investimento total é de R$ 14,7 milhões, sendo R$ 13,1 milhões da ABDI e R$ 1,6 milhão da Cooperacre, e as as fábricas de café têm prazo estimado de 24 meses para conclusão. Foto: Assessoria
O investimento total é de R$ 14,7 milhões, sendo R$ 13,1 milhões da ABDI e R$ 1,6 milhão da Cooperacre, e as obras têm prazo estimado de 24 meses para conclusão. A proposta é replicar no Baixo Acre o modelo já consolidado no Vale do Juruá, onde o beneficiamento local ampliou ganhos para os produtores.
