Para permanecer na base de Gladson Camelí e Mailza Assis, o PSDB havia colocado uma condição: ter o apoio do Governo à sua chapa de deputados federais na disputa de 2026.
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Isso não será possível. Foi o que o ContilNet apurou junto a fontes ligadas ao grupo de Mailza. A prioridade do Governo, nesse caso, é o fortalecimento de uma chapa da federação formada por Progressistas (PP), União Brasil e MDB.
“Para federal não terá apoio. É o que eu te falei anteriormente: é a federação União Brasil, Progressistas e MDB. Nós não temos nomes para lançar três, quatro chapas. Não tem nome”, afirmou uma das figuras da base governista.
Diante desse cenário, é muito provável que o PSDB abra as portas de vez para o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, disputar o Governo pela sigla. O político já declarou que pretende dar prioridade à chapa de deputados federais do partido, inclusive levando lideranças de seu secretariado para reforçar o grupo.
Bocalom está em Brasília e já iniciou tratativas com o presidente nacional da sigla, Aécio Neves. “Estamos conversando”, disse o prefeito ao ContilNet.
Para onde vão os aliados de Gladson e Mailza que estão no PSDB?
Ainda não se sabe qual será o destino dos aliados de Gladson que permanecem no PSDB, como o presidente da Fundação Elias Mansour, Minoru Kinpara, e o deputado Pedro Longo, que pretendem disputar cadeiras na Câmara Federal.
Burburinhos que circulam pelos corredores da Assembleia Legislativa do Acre apontam que o MDB poderia ser uma alternativa para ambos, mas nada foi declarado oficialmente pelos dois até o momento.
