Homem pede socorro dizendo ter sido baleado e mobiliza operação do SAMU em Rio Branco

Após o atendimento, Francisco foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito para tratamento médico

Por Ithamar Souza, ContilNet 02/02/2026 Atualizado: hĂĄ 2 meses

Uma ocorrĂȘncia registrada na manhĂŁ desta segunda-feira (2) mobilizou equipes do Serviço de Atendimento MĂłvel de UrgĂȘncia (SAMU) e da PolĂ­cia Militar na Rua Edmundo Pinto, no bairro Santa InĂȘs, regiĂŁo do Segundo Distrito de Rio Branco, apĂłs a informação de que um homem teria sido vĂ­tima de disparo de arma de fogo.

Homem pede socorro dizendo ter sido baleado e mobiliza operação do SAMU em Rio Branco

Em seguida, ele caminhou até um terreno onde funcionava um antigo lava-jato e acabou caindo/Foto: ContilNet

O homem, identificado como Francisco de JerĂŽnimo do Nascimento, de 39 anos, chegou cambaleando prĂłximo a residĂȘncias, em via pĂșblica, e pediu ajuda aos moradores, afirmando ter sido baleado. Em seguida, ele caminhou atĂ© um terreno onde funcionava um antigo lava-jato e acabou caindo. Diante da situação, populares o acomodaram sobre colchĂ”es improvisados e acionaram o SAMU e a PolĂ­cia Militar.

Segundo policiais do 2Âș BatalhĂŁo que atenderam Ă  ocorrĂȘncia e enviaram duas viaturas, a gravidade inicial das informaçÔes levou o SAMU a montar rapidamente uma estrutura de atendimento semelhante Ă  de uma ambulĂąncia de suporte avançado. Como as duas unidades desse tipo jĂĄ estavam empenhadas em outras ocorrĂȘncias graves, a equipe precisou adaptar uma ambulĂąncia reserva, equipada com desfibrilador e demais aparelhos necessĂĄrios para atendimento de alta complexidade (suporte avançado). O mĂ©dico regulador tambĂ©m saiu da base para prestar apoio direto no local. A motolĂąncia tambĂ©m foi empenhada na ocorrĂȘncia.

ApĂłs a avaliação, foi constatado que Francisco nĂŁo havia sido baleado naquele dia. Conforme apurado pela PolĂ­cia Militar, ele havia sido vĂ­tima de disparo de arma de fogo meses antes, o que resultou em procedimentos cirĂșrgicos e no uso de bolsa de colostomia. A suspeita Ă© de que, possivelmente sob efeito de ĂĄlcool, ele tenha caĂ­do no meio-fio e ferido a perna, situação que o levou a pedir ajuda aos moradores.

A situação chamou atenção para dois pontos importantes: o primeiro Ă© o impacto que informaçÔes imprecisas ou falsas podem causar no serviço de regulação do SAMU, comprometendo a disponibilidade de ambulĂąncias de suporte avançado para casos realmente graves. O segundo Ă© a rapidez e a eficiĂȘncia da equipe em montar, em poucos minutos, uma estrutura equivalente Ă  de uma terceira unidade de suporte avançado.

Atualmente, Rio Branco conta oficialmente com apenas duas ambulĂąncias desse tipo, mas, segundo os mĂ©dicos do serviço, a organização interna permite a montagem de unidades extras em situaçÔes emergenciais, especialmente em ocorrĂȘncias com mĂșltiplas vĂ­timas.

O caso tambĂ©m serve de alerta Ă  população: passar informaçÔes falsas em chamadas de emergĂȘncia configura crime, previsto no CĂłdigo Penal, com possibilidade de multa e detenção. AlĂ©m disso, hĂĄ legislação estadual especĂ­fica sobre o tema, embora sua aplicação prĂĄtica ainda enfrente dificuldades.

Após o atendimento, Francisco foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito para tratamento médico.

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