No Acre, Aldo Rebelo defende abrir documentos sobre existĂȘncia de OVNIs se for eleito

O ex-ministro da Defesa ressaltou que a decisĂŁo nĂŁo Ă© isolada, dada a natureza global do fenĂŽmeno

Por Everton Damasceno, ContilNet 25/02/2026 Atualizado: hĂĄ 2 meses

A Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) foi palco, nesta quarta-feira (25 de fevereiro), da posse do deputado estadual Afonso Fernandes (Solidariedade-AC) como presidente do Parlamento AmazĂŽnico para o biĂȘnio 2026/2027. O evento, que reuniu lideranças dos nove estados da AmazĂŽnia Legal, contou com a presença de figuras polĂ­ticas de expressĂŁo nacional, como o ex-ministro da Defesa e prĂ©-candidato Ă  presidĂȘncia do Brasil em 2026, Aldo Rebelo.

Em seu discurso, o empossado Afonso Fernandes destacou a urgĂȘncia de garantir o direito constitucional de ir e vir na regiĂŁo. “O que significa um acriano junto com outros amazonidas? Significa lutar para trazer para a AmazĂŽnia a dignidade”, afirmou Fernandes, apontando o isolamento causado por problemas nas rodovias BR-364 e BR-319 como um dos maiores entraves ao desenvolvimento regional.

O debate sobre OVNIs e Segurança Nacional

Durante o evento, um tema que ganhou repercussĂŁo nacional recentemente voltou Ă  pauta: o acesso aos arquivos das Forças Armadas sobre FenĂŽmenos AnĂŽmalos NĂŁo Identificados (UAPs/OVNIs). Questionado sobre suas declaraçÔes anteriores de que abriria esses registros se fosse eleito presidente, Aldo Rebelo manteve sua posição, vinculando a transparĂȘncia brasileira Ă  movimentação internacional, especialmente dos Estados Unidos.

Em sua fala durante a posse, Rebelo explicou: “Os arquivos das Forças Armadas sĂŁo confidenciais, sĂŁo segredo de Estado. Eu fiz a declaração em função de uma declaração do Presidente dos Estados Unidos que iria revelar todos os arquivos existentes nos Estados Unidos. O que provocarĂĄ, naturalmente, a possibilidade da revelação de todos aqueles que tenham arquivos sobre o mesmo assunto e sobre o mesmo tema. É isso o que nĂłs devemos aguardar.”

O ex-ministro da Defesa ressaltou que a decisĂŁo nĂŁo Ă© isolada, dada a natureza global do fenĂŽmeno.

“Se hĂĄ a disposição dos Estados Unidos, que tĂȘm o maior arquivo sobre esses fenĂŽmenos, lĂĄ em algum lugar onde estĂĄ depositado, nĂłs temos que aguardar o que Ă© que eles vĂŁo fazer, porque todos esses fatos estĂŁo profundamente relacionados. […] Se houver essa iniciativa tambĂ©m do Governo dos Estados Unidos, porque todos esses fenĂŽmenos tĂȘm relação uns com os outros”, acrescentou.

Rebelo ainda lembrou que o tema foi alvo de polĂȘmicas entre os ex-presidentes Barack Obama e Donald Trump, reforçando que, embora trate-se de segurança nacional, o Brasil deve acompanhar o desenrolar desses acontecimentos internacionais.

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