PSDB vira campo de batalha, e presidente diz que deixará o comando se Bocalom entrar no partido

Pereira disse ainda que não concorda com a eventual entrada de Bocalom no PSDB

Gledson é o atual presidente da executiva estadual do PSDB
Gledson é o atual presidente da executiva estadual do PSDB/Foto: Reprodução

O presidente da executiva estadual do PSDB, Gledson Pereira, disse em entrevista ao ContilNet, nesta quarta-feira (25), que não pretende se manter à frente da sigla caso ela seja assumida por Tião Bocalom ou Alan Rick.

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Bocalom se reuniu ainda nesta quarta-feira com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, com o intuito de migrar para o partido — diante da recusa do PL — e disputar o Governo do Estado. Alan Rick também já manteve conversas com a cúpula tucana, mas, ao que tudo indica, as tratativas não avançaram.

Bocalom em entrevista ao ContilNet

Bocalom durante entrevista ao Em Cena desta segunda-feira (23)/Foto: OrnaAudiovisual

Gledson afirmou que a executiva estadual tem sido a última a tomar conhecimento das articulações que estão ocorrendo em Brasília. Segundo ele, enquanto não houver uma decisão oficial da direção nacional, o partido no Acre permanece na base do governo.

“Fiquei sabendo agora há pouco que o Bocalom está em Brasília e vai pegar o PSDB. Estou sabendo também que, antes, na semana passada, o PSDB estava com o Alan. Então, na verdade, essas coisas nós somos os últimos a saber. Até vir a ordem oficial de Brasília de que o partido não está mais na base governista, a gente continua aqui. Depois que vier esse anúncio, a militância será reunida para decidir quais medidas serão tomadas”, afirmou o presidente da executiva estadual do PSDB.

Pereira disse ainda que não concorda com a eventual entrada de Bocalom no PSDB e que, caso o prefeito se filie à sigla, a atual executiva estadual será desfeita.

“Não concordo. No entanto, se realmente ele assumir o partido, vai mudar a executiva e colocar pessoas ligadas a ele. Vai ser assim: ou ele ou o Alan. Quem pegar o partido vai nos tirar — e eu digo, me tirar da presidência — e colocar alguém alinhado a ele para fazer o que for determinado”, concluiu.

Até o momento, Bocalom não deu detalhes sobre como foi a reunião com Aécio Neves, em Brasília.

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