O nível do Rio Acre oscilou nos últimos dias e, desde sexta-feira (20), apresenta vazante. Neste sábado, o manancial registrou 9,90 metros na medição das 5h, segundo a Defesa Civil Municipal. Ao ContilNet, o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que um novo transbordamento está, praticamente, descartado.
Com isso, a Defesa Civil passa a monitorar outras situações, como as ondas de calor e o período de estiagem. “Daqui a pouco teremos a ausência de chuvas e a partir de abril teremos onda de calor. O ponto central dos oceanos que dá essa certeza para nós está 3 graus abaixo do esperado, mas em outros locais já chega a 3 graus a mais. Isso é o fenômeno El Niño atuando e, com isso, podemos ter uma seca complicada como tivemos em 2025”, disse.
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A Defesa Civil começa a trabalhar em ação conjunta com outros órgãos para o período de ondas de calor, queimadas e prejuízos da estiagem. “A previsão é de ondas de calor já a partir de abril, e conforme vai avançando a estiagem, elas vão se agravando. Lá pelos meses de julho, agosto e setembro, a gente vai estar com as temperaturas muito altas e isso gera muitos problemas para a saúde, economia e muitas outras áreas”, disse.
O coronel explicou, ainda, que a Defesa Civil deve descartar um novo transbordamento do Rio Acre neste semestre.
“Estou fechando esses modelos hidrológicos entre hoje e amanhã, mas a priori já podemos dizer, pelo o que tudo indica, a gente pode descartar um quarto transbordamento neste primeiro semestre. O fenômeno La Niña vai se despedindo e vai entrando o El Niño e com isso vai diminuir bastante a quantidade de chuvas. Até agora nós estamos com 217 milímetros de chuvas acumuladas e o esperado é 276, provavelmente vamos fechar o mês com a quantidade de chuva esperada, mas não vai trazer um risco tão grande de transbordamento. O rio pode ainda oscilar, mas não com aquela situação que possa ultrapassar a marca dos 14 metros”, disse.
O tenente afirmou, ainda, que a partir desta semana, a Defesa Civil deve começar a desmobilizar o Parque de Exposições Wildy Viana, onde abrigos foram construídos para abrigar famílias que pudessem ser atingidas pelas águas.

