Indígena picado por jararaca é resgatado de aldeia na fronteira entre Acre e Amazonas

Vítima de 44 anos já apresentava necrose

Indígena picado por jararaca é resgatado de aldeia
Indígena picado por jararaca é resgatado de aldeia/Foto: Secom

Um indígena de 44 anos foi resgatado de helicóptero na tarde deste sábado (28) após ser picado por uma jararaca na Aldeia Nane Matxi, em Atalaia do Norte, no Amazonas, em uma área de selva fechada na divisa com o Acre. Segundo as equipes de resgate, o paciente já apresentava sinais de necrose quando o atendimento chegou ao local.

De acordo com as informações repassadas, o ataque ocorreu no dia 23 de fevereiro. O homem, identificado como Fernando Dionísio da Silva, teria sido picado duas vezes e, por causa do agravamento do quadro, não conseguia se locomover, o que levou a comunidade a acionar socorro.

A operação foi realizada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) no Juruá. A aeronave decolou de Cruzeiro do Sul por volta das 10h30, mas encontrou um obstáculo: não havia área adequada para pouso por causa da mata densa.

Com orientação da equipe aérea, moradores da aldeia abriram uma clareira para permitir a aterrissagem do helicóptero e viabilizar a remoção do paciente. Após a chegada, Fernando foi estabilizado ainda na aldeia e, em seguida, embarcado para transporte até o Hospital Regional.

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No desembarque, ele foi levado em ambulância para continuidade do atendimento médico. A médica do Samu, Raquel Gabriela Washing, destacou que ocorrências com serpentes exigem resposta rápida e suporte avançado.

“Neste resgate, atendemos um paciente indígena em uma aldeia distante, vítima de picada de jararaca, uma situação que exige rapidez e suporte avançado imediato. Graças a esse avanço conseguimos chegar com segurança, estabilizar o paciente ainda no local e realizar o transporte adequado para continuidade ao tratamento”, afirmou.

O comandante do Ciopaer no Juruá, Sérgio Albuquerque, disse que a falta de um ponto de pouso foi o principal desafio. “O resgate foi um pouco difícil, tendo em vista que não havia local para pouso. É mata fechada e, ao pedirem socorro a nós e ao Samu, orientamos que eles fizessem uma clareira para que o helicóptero pudesse pousar”, relatou.

A equipe informou que a colaboração da comunidade foi decisiva para o sucesso da missão e que os primeiros procedimentos foram realizados ainda no local antes do retorno da aeronave.

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