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Mulheres do Acre representam estado em encontro nacional de Justiça Restaurativa

Por Fhagner Soares, ContilNet

A comitiva acreana contou com representantes do Iapen e do TJAC, focadas no fortalecimento da participação feminina em causas sociais e jurídicas/ Foto: Reprodução

O fortalecimento do protagonismo feminino e a busca por soluções humanizadas para conflitos no sistema penal foram os eixos centrais da participação do Acre no 2º Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. O evento, realizado no estado da Bahia entre os dias 18 e 20 de março, reuniu especialistas e servidoras de todo o país para compartilhar avanços e desafios da área.

O Acre esteve representado por uma comitiva de peso. Pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), participaram a chefe do Departamento de Assistência à Saúde, Ingrid Suárez, e a coordenadora da Central Integrada de Alternativas Penais de Rio Branco, Priscila Oliveira. Já o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) contou com a presença da desembargadora Waldirene Cordeiro, da juíza Isabelle Sacramento e da servidora Mirlene Taumaturgo.

O Papel Transformador no Sistema Penal

Diferente do modelo tradicional, a Justiça Restaurativa foca na reparação de danos e no diálogo entre as partes envolvidas em um conflito, sempre de maneira voluntária. Para Ingrid Suárez, do Iapen, a aplicação desse modelo no contexto prisional e das alternativas penais é transformador.

“As mulheres trazem para a prática restaurativa competências fundamentais como escuta qualificada, empatia, cuidado e construção de vínculos, elementos centrais para os processos restaurativos”, destacou a chefe de saúde do Iapen, reforçando que o momento fortalece a atuação tanto com pessoas privadas de liberdade quanto com os próprios servidores da segurança pública.

Oficinas e Liderança

Promovido pelo Coletivo Mulheres Criando Juntas em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o encontro ofereceu uma programação intensa de oficinas e painéis. Os debates foram voltados para a liderança feminina e a participação ativa das mulheres na mediação de conflitos criminais ou relacionais.

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Para as servidoras acreanas, a experiência servirá para aprimorar o atendimento na rede pública de saúde e segurança do estado, consolidando a Justiça Restaurativa como uma ferramenta eficaz para reduzir a reincidência criminal e promover a pacificação social através do compromisso e do diálogo.

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