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Vídeo iraniano associa Estados Unidos a figura demoníaca em nova provocação

Por Redação ContilNet

Vídeo iraniano associa Estados Unidos a figura demoníaca em nova provocação

O vídeo divulgado pela estatal iraniana substitui a face da Estátua da Liberdade por Baal, entidade demonizada em tradições religiosas/ Foto: Reprodução

O embate entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo e agressivo capítulo nesta quarta-feira (25), desta vez no campo da propaganda digital. A mídia estatal iraniana divulgou um vídeo intitulado “Uma Vingança para Todos”, uma peça cinematográfica que mistura fatos históricos, polêmicas recentes e forte simbolismo religioso para atacar a imagem do governo norte-americano.

A produção faz uma retrospectiva de episódios traumáticos associados à política externa e à história dos EUA. Entre os pontos destacados estão a desapropriação de povos nativos, as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, a Guerra do Vietnã e os conflitos mais recentes no Iraque, Afeganistão, Iêmen e Palestina. Em um movimento inesperado, o vídeo também faz alusão a escândalos domésticos, exibindo imagens relacionadas à ilha de Jeffrey Epstein, empresário envolvido em crimes de exploração sexual de menores.

A montagem revisita episódios como a Guerra do Vietnã e o lançamento das bombas atômicas no Japão para construir sua narrativa/ Foto: Reprodução

Ataque Simbólico

O ápice da provocação ocorre nos segundos finais da montagem. Sob a observação de líderes iranianos, um míssil é lançado em direção aos Estados Unidos, atingindo a Estátua da Liberdade. Em uma clara mensagem de guerra espiritual e ideológica, o monumento não exibe sua face original, mas sim a imagem de Baal, figura demonizada pelo cristianismo, sugerindo uma crítica à natureza da liberdade promovida pelo país.

Paz Distante

O lançamento do vídeo ocorre em um momento crítico da diplomacia. Ainda nesta quarta-feira, o governo iraniano recusou formalmente uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Segundo a emissora estatal Press TV, o Irã não apenas rejeitou os termos de Washington, como apresentou sua própria contraproposta, sinalizando que o fim das hostilidades na região ainda está longe de um consenso.

O lançamento de um míssil contra o território norte-americano encerra a peça de propaganda em um momento de alta tensão global/ Foto: Reprodução

A peça reforça que, na guerra moderna, o controle das narrativas e o impacto visual nas redes sociais são tão estratégicos quanto o poder de fogo tradicional, servindo para inflamar opiniões públicas e marcar posições em mesas de negociação cada vez mais rígidas.

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