Em passagem pelo Acre, a influenciadora Marina Guaragna tem chamado atenção ao compartilhar com seus seguidores histórias pouco conhecidas do Brasil. Conhecida por produzir conteúdos educativos durante viagens, ela destacou um episódio histórico que marcou a economia amazônica: a saída de sementes de seringueira no século XIX.
Durante a visita, Marina explicou o caso envolvendo o inglês Henry Wickham, que em 1876 coletou cerca de 70 mil sementes na Amazônia e as enviou ao Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres. Parte do material foi cultivada e depois levada para colônias britânicas na Ásia, onde a produção passou a ocorrer em larga escala.
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Segundo a influenciadora, o episódio é frequentemente citado como um dos maiores casos de biopirataria. No entanto, ela ressalta que o declínio da borracha brasileira não ocorreu por um único fator. Na ocasião, países asiáticos adotaram um modelo de produção mais eficiente, com plantações organizadas e maior controle produtivo.
Além disso, questões como dificuldades logísticas na Amazônia, ausência de políticas industriais e falta de modernização contribuíram para a perda de espaço do Brasil no mercado internacional.
Com isso, em poucas décadas, a produção asiática passou a dominar o setor, impactando diretamente a economia da região amazônica.

