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Estudo da Ufac descobre 21 novas espécies de formigas no Acre

Por Fhagner Soaeres, ContilNet

Estudo da Ufac descobre 21 novas espécies de formigas no Acre

Pesquisa desenvolvida na Reserva Chico Mendes identifica 21 novas espécies de formigas no Acre

Um estudo científico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), está redesenhando o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. A pesquisa, realizada na Reserva Extrativista Chico Mendes, comprovou que sistemas agroflorestais (SAFs) desempenham um papel crucial na conservação e registrou, pela primeira vez, 21 novas ocorrências de espécies de formigas no território acreano.

Utilizando formigas como bioindicadores, os cientistas analisaram diferentes usos da terra, comparando florestas primárias, pastagens e áreas de agricultura. Os resultados mostram que, embora a floresta preservada ainda seja o maior refúgio de diversidade, os sistemas agroflorestais mais antigos conseguem mimetizar o ambiente natural, funcionando como pontes para a recuperação de áreas antes degradadas.

Estudo da Ufac descobre 21 novas espécies de formigas no Acre

Formigas são utilizadas como bioindicadores para medir a saúde das florestas no estado.

O Fator Tempo na Natureza

A pesquisa revelou que a idade da agrofloresta é determinante: quanto mais maduro o sistema, mais sua composição de espécies se assemelha à da floresta nativa. Em contrapartida, áreas de cultivo intensivo e pastagens tendem a concentrar apenas espécies generalistas, que sobrevivem em ambientes abertos, enquanto as espécies mais sensíveis e típicas da Amazônia retornam conforme a vegetação se desenvolve nos sistemas agroflorestais.

O presidente da Fapac, Reyson Barros, celebrou o alcance da pesquisa, que foi publicada na prestigiada revista internacional Biodiversity and Conservation. “O investimento em ciência é prioridade e resultados como este dão visibilidade mundial ao Acre, reforçando nossa capacidade técnica de gerar inovação”, destacou.

Protagonismo na Bioeconomia

Para a coordenadora do Programa Amazônia +10, Jussara Brito, o estudo conecta a academia às necessidades reais do estado. Segundo ela, o protagonismo acreano na construção de uma bioeconomia sustentável passa diretamente pela ciência. “Este trabalho mostra que é possível alinhar o desenvolvimento social com a preservação de espécies fundamentais para o equilíbrio do nosso ecossistema”, afirmou.
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O reconhecimento internacional da pesquisa coloca o Acre no centro do debate global sobre mudanças climáticas e conservação, provando que a ciência produzida localmente é essencial para subsidiar políticas públicas de preservação da floresta em pé.

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