A Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação provisória de um adolescente de 17 anos por sua participação no caso de estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana. A decisão, proferida pela Vara da Infância e da Juventude, estabelece um período inicial de seis meses de medida socioeducativa, sem permissão para saídas ou atividades externas.
O crime, ocorrido no início de 2026, gerou revolta e mobilizou as autoridades cariocas. Segundo as investigações, a vítima, também de 17 anos, foi levada ao imóvel onde teria sido violentada por um grupo composto por cinco jovens quatro homens adultos e o menor agora internado.
Segunda vítima e filmagens
O desdobramento judicial traz à tona um novo e grave relato contra o adolescente. Além do caso em Copacabana, ele é citado em uma segunda denúncia de estupro coletivo. Uma vítima, que tinha 14 anos na época do ocorrido, afirma ter sido atraída pelo jovem para um encontro, onde foi violentada pelo grupo.
O relato da segunda vítima aponta um agravante: o crime teria sido filmado e as imagens posteriormente divulgadas. A Polícia Civil segue apurando os detalhes para identificar se os outros quatro envolvidos no caso de Copacabana também possuem participação neste segundo episódio.
Andamento das investigações
A polícia trabalha com a possibilidade de novos desdobramentos, já que os relatos sugerem um padrão de comportamento e a existência de outras situações semelhantes envolvendo o mesmo grupo de jovens. Os quatro adultos identificados permanecem sob investigação enquanto o processo corre sob sigilo para preservar as vítimas.
A medida de internação provisória busca garantir a ordem pública e impedir que o adolescente interfira nas investigações em curso, dada a gravidade das acusações e o risco de reiteração de condutas violentas.

