Mãe acusa médico de agredir paciente dentro da UPA e caso vai para delegacia

Profissional nega agressão e relata tentativa de contenção

Upa
📸 Foto Destaque: Reprodução

A senhora Francisca Gomes Feijó denunciou na noite de domingo, 5, que o filho, Francimar Gomes Machado, de 31 anos, teria sido agredido por um médico durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral, na noite de domingo (5), em Rio Branco. O pai do paciente, Jomar Alves Machado, também acompanhou a ocorrência, que terminou na Delegacia de Flagrantes (Defla).

Segundo Francisca, o filho foi levado à unidade após apresentar surtos de agressividade. Ela relatou que o quadro começou após um acidente de motocicleta ocorrido há cerca de nove meses. Desde então, ele passou a ter dores de cabeça, tontura e episódios de desorientação. “Ele surta, não reconhece a gente, fala palavras agressivas, acontece comigo, com o filho dele, com todo mundo”, afirmou.

A mãe disse que buscava atendimento para explicar o histórico do filho, mas não teria conseguido. “O médico chegou perguntando por que ele estava ali, mas não esperou eu explicar. Ficou agressivo e bateu no meu filho”, declarou. Segundo ela, o profissional teria dado um tapa e, em seguida, um murro, o que causou sangramento no nariz de Francimar. A família afirma que a situação foi registrada em vídeo.

Durante o atendimento, Jomar Alves Machado entrou na sala e passou a gravar as imagens. De acordo com Francisca, após a confusão, a Polícia Militar foi acionada. “Eu quero justiça, estou procurando ajuda pelo meu filho”, disse a mãe, que também manifestou o desejo de transferência do paciente para uma unidade especializada.

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O médico envolvido apresentou outra versão sobre o ocorrido. Ele afirmou que o paciente já estava na unidade desde cedo e havia sido atendido anteriormente, com indicação de uso de álcool e drogas, além de comportamento agitado. Segundo o profissional, ele foi chamado para reavaliar Francimar no período da noite.

“O paciente estava xingando a mãe. Eu pedi para ele respeitar, mas ele começou a me xingar também. Em seguida, levantou rápido e me deu um soco no rosto”, relatou. O médico disse que, diante da situação, tentou conter o paciente. “Eu segurei ele para colocar na cama e chamei a segurança. Não bati em ninguém”, afirmou.

Ainda conforme o médico, o sangramento no nariz pode ter ocorrido durante a contenção. Ele também informou que acionou a polícia para registrar o ocorrido e se resguardar. “Eu preciso documentar esse tipo de situação dentro da unidade”, disse.

A Polícia Militar conduziu o médico e o pai do paciente à Delegacia de Flagrantes, onde o caso foi apresentado e deve ser investigado.

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