Diante de um cenário epidemiológico preocupante, a médica pneumologista Dra. Célia Rocha utilizou suas redes sociais para emitir um alerta urgente à população e às autoridades. Com o aumento de 85% no número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 22 estados brasileiros, a especialista detalhou como identificar precocemente os sinais da pneumonia e a importância de não negligenciar os sintomas.
Segundo a Dra. Célia, o momento exige vigilância redobrada, especialmente para pacientes portadores de doenças pré-existentes como asma, enfisema, diabetes e fibrose pulmonar, cujos quadros podem evoluir rapidamente para a necessidade de intubação.

Vacinação é apontada por especialistas da Fiocruz como a principal ferramenta para reduzir óbitos e internações/ Foto: Instagram
Os 5 sinais que podem indicar pneumonia
A médica destacou cinco sintomas principais que devem levar o paciente a buscar ajuda profissional imediata, evitando a automedicação:
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Tosse Persistente: Especialmente quando acompanhada de catarro e sem obstrução nasal (nariz limpo).
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Febre Prolongada: Febre que dura mais de 48 horas, acompanhada de fadiga, cefaleia (dor de cabeça) e desânimo.
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Falta de Ar: Dificuldade em encher o pulmão, com sensação de pressão ou aperto no peito que impede a entrada do ar.
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Dor Torácica: Dor “chata” que pode se manifestar tanto na parte frontal do peito quanto na região das costas.
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Alteração de Consciência: Sonolência excessiva, torpor ou dificuldade de raciocínio e orientação (obnubilação).
Vacinação e Prevenção
A especialista reforçou o apelo da Fiocruz e da pesquisadora Margarete Dalcomo para que a população procure as unidades de saúde. “A nossa escapatória é a vacina. Tudo o que se trata em tempo, resolve; o que se posterga, vira complicação e morte”, alertou a médica, enfatizando que o vírus e a bactéria estão circulando com agressividade.

Atividade física regular contribui para o aumento da imunidade e proteção contra infecções graves/ Foto: Instagram
Além da imunização, Dra. Célia Rocha apontou a atividade física como uma aliada poderosa da imunidade e da microbiota intestinal. Segundo ela, o exercício ajuda a fortalecer as defesas do organismo e a eliminar bactérias nocivas ao intestino, funcionando como um suporte vital para enfrentar processos inflamatórios no trato respiratório superior e inferior.
O alerta serve como um chamado à responsabilidade individual e coletiva para conter o avanço das internações e preservar vidas em meio à crise respiratória que atinge o país.

