Moisés Diniz mira a Aleac pelo PSD de Petecão, mas condiciona apoio a Mailza

Moisés afirmou que se desliga da Fapac nesta quarta-feira (1) para entrar na disputa

Moisés Diniz já foi deputado por três mandatos/Foto: Reprodução
Moisés Diniz já foi deputado por três mandatos/Foto: Reprodução

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), Moisés Diniz, disse à reportagem do ContilNet, nesta terça-feira (31), que está construindo sua pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026.

Historicamente ligado à esquerda e ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Moisés já foi vereador, vice-prefeito em Tarauacá, deputado estadual por três mandatos e exerceu o mandato de deputado federal por um ano e sete meses.

Neste ano, o político quer voltar à Aleac, mas ainda está estudando um partido ao qual se filiar. O “plano A”, de acordo com ele, é o Partido Social Democrático (PSD), do senador Sérgio Petecão.

Moisés garantiu que será, de fato, pré-candidato, com uma condição: se puder apoiar a vice-governadora Mailza Assis ao governo, em qualquer partido em que estiver.

Mailza e Moisés Diniz/Foto: Reprodução

Mailza e Moisés Diniz/Foto: Reprodução

“Eu estou construindo essa pré-candidatura. Estou discutindo com o PSD, do Petecão. Tem convite do PDT, tem convite do Solidariedade. Mas eu estou construindo o PSD como uma possibilidade de o Petecão ter uma candidatura independente, entendeu? Eu só serei candidato se eu seguir na base da Mailza; senão, não serei candidato”, pontuou.

“Mas essa questão do partido eu estou avaliando. O que está decidido é que amanhã eu entrego o cargo e serei candidato. Aí tem as opções. O plano A é o PSD; tem também o PDT e o Solidariedade. Mas o PSD é o que está mais avançado. Só que o que está sendo discutido é o Petecão ter uma posição de autonomia, ou seja, de não fazer parte de nenhuma chapa, certo?”, acrescentou.

Moisés disse que não há nenhuma chance de apoiar outra candidatura ao governo além de Mailza.

“Se ele [Petecão] liberar a gente para apoiar o candidato que a gente achar mais adequado, vou para o PSD. No meu caso, eu não tenho como não apoiar a Mailza porque eu trabalho com lealdade. Durante quatro anos, fui cargo de confiança de primeiro escalão do governo do Gladson, né? E acho que a Mailza é a melhor proposta que nós temos para o Acre. E não vai ser por causa de uma candidatura a deputado estadual que eu vou colocar o projeto maior em risco. Então, a minha prioridade é a eleição da Mailza”, salientou.

“Não é uma imposição minha, até porque eu não tenho poder de imposição. Estou apenas colocando uma opinião. Mas quem vai tomar essa decisão será o senador. E aí eu posso ser ou não candidato”, disse.

Diniz também avaliou a possibilidade de ir para outro partido:

“Olha, eu tenho o Solidariedade também, que está formando uma chapa boa. O PDT também. Porque não dá para a gente pensar em disputar no MDB, no PP, nesses partidos com deputados com mandato, porque é uma disputa desigual, desleal, né? Tendo uma candidatura independente do senador, facilita eu poder apoiar a Mailza ao governo com todo o meu grupo. Eu tenho montado um trabalho nos 22 municípios, só que de forma silenciosa. Hoje, estou com um time estruturado em todos eles, em várias comunidades. E esse time está sendo montado em torno da reeleição da Mailza. Então, não tenho como estar em outro campo”, finalizou.

Moisés afirmou que se desliga da Fapac nesta quarta-feira (1).

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