A vigilância do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, tornou-se um desafio físico para os agentes da PMDF. Segundo fontes policiais, dois cães sem raça definida — os populares vira-latas “caramelo” — circulam soltos pela propriedade e já morderam dois policiais em ocasiões distintas.
Ataques e Nível de Alerta
Os animais, que pertencem à família do ex-presidente, não ficam presos em nenhum momento do dia. Para os policiais destacados para a área externa e fundos da casa, a presença dos cães exige um nível de alerta constante, dificultando a movimentação estratégica da equipe que divide o espaço com agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Estrutura Improvisada
Além do risco de mordidas, os militares denunciam a falta de suporte básico para a missão:
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Exposição: Sem abrigo adequado, os policiais permanecem em garagens ou áreas externas, expostos ao sol e à chuva.
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Higiene: Há apenas um banheiro de uso restrito nos fundos da residência para toda a equipe de serviço.
Com informações do Metrópoles.
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Rotina: Os agentes precisam monitorar obrigações rígidas de Bolsonaro, como o comparecimento periódico a um tenente e a verificação de visitas proibidas.
O Contexto da Prisão
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, após receber alta hospitalar. Ele foi condenado pelo STF em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista pós-eleições de 2022. As regras atuais impostas pelo Supremo incluem:
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Isolamento Digital: Proibição total do uso de celulares.
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Restrição de Visitas: Apenas familiares que moram na casa (Michelle, Laura e Letícia) podem ter contato direto, sob a justificativa de controle de infecções.
A situação dos policiais já chegou ao conhecimento de instâncias superiores da PMDF, que avaliam a instalação de estruturas temporárias (contêineres ou tendas) para garantir a dignidade do trabalho dos militares e a segurança contra novos ataques dos “caramelos” da residência presidencial.

