O Acre segue em alerta para o avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que inclui infecções por covid-19. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado no dia 16 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Diante do cenário, a coordenação estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) reforça a necessidade de manter a vacinação atualizada, principalmente com as doses de reforço.
Apesar de uma cobertura considerada elevada no esquema inicial, a adesão às doses adicionais ainda preocupa. De acordo com a coordenadora do PNI no Acre, Renata Quiles, cerca de 89% da população recebeu a primeira e a segunda dose desde o início da campanha. No entanto, esse percentual não se repete quando o foco são os grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes.
“As coberturas são muito baixas nesses públicos. Idosos precisam de dois reforços por ano, gestantes devem se vacinar a cada gravidez e as crianças precisam completar o esquema básico”, explica.
O Ministério da Saúde enviou recentemente 5 mil doses da vacina ao estado. Segundo a coordenação, o abastecimento tem ocorrido de forma regular, mas em menor volume devido à queda na procura. Ainda assim, a quantidade disponível é suficiente para atender a demanda atual.
Mesmo com a redução no interesse pela vacinação, o alerta permanece. Os municípios continuam realizando ações de rotina e, em alguns casos, promovem campanhas de intensificação. A recomendação é clara: manter o esquema vacinal em dia, especialmente diante da circulação contínua do vírus.
Renata destaca que a covid-19 ainda provoca mortes no país e chama atenção para a capacidade de mutação do vírus, o que exige atualização frequente das vacinas. “A proteção diminui com o tempo, e os imunizantes são adaptados para acompanhar novas variantes”, afirma.
A baixa adesão entre crianças é apontada como um dos principais pontos de preocupação. Segundo a coordenadora, esse grupo, junto aos idosos, está entre os mais vulneráveis às complicações da doença.
Atualmente, o esquema vacinal segue orientações específicas conforme idade e condição de saúde. Idosos devem receber duas doses anuais com intervalo de seis meses; gestantes precisam se vacinar a cada gestação; crianças entre seis meses e menores de cinco anos devem completar o esquema básico; pessoas imunocomprometidas necessitam de doses periódicas; e a população geral, entre 5 e 59 anos, deve receber ao menos uma dose, caso ainda não tenha sido imunizada.
Outros grupos também fazem parte da estratégia de vacinação, como profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, população em situação de rua e pessoas privadas de liberdade.
A orientação das autoridades de saúde é que a população procure a unidade básica mais próxima para verificar a situação vacinal e garantir a proteção adequada.

