Uma moradora da região da Estrada das Placas denunciou uma situação enfrentada durante os dias de funcionamento de uma casa noturna localizada nas proximidades.
De acordo com o relato enviado ao ContilNet, nos dias de evento, geralmente às quintas, sextas e sábados, por volta das 4h da manhã, quando o estabelecimento encerra as atividades, os frequentadores permanecem nas imediações, dando continuidade à festa nas ruas, calçadas e frente das residências e comércios locais.
“O que se presencia é um cenário de desordem: som automotivo em alto volume, motos com escapamentos adulterados circulando e sendo aceleradas de forma excessiva, manobras perigosas como empinar motos, direção imprudente, pessoas sem capacete, carros realizando manobras arriscadas, como queima de pneus, além de constantes brigas”, disse.
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A moradora afirma que fez diversas ligações para a polícia e que a situação tem afetado diretamente sua saúde e qualidade de vida.
“Apesar das diversas ligações à polícia, o atendimento é ineficaz. Em muitos casos, quando a viatura aparece, apenas passa lentamente pelo local, sem tomar providências efetivas. Os frequentadores apenas se dispersam momentaneamente, retornando logo em seguida com os mesmos comportamentos”, afirma.
Em seu relato, a moradora destaca que em dias de evento, precisa buscar abrigo na casa de outras pessoas para conseguir descansar.
“Essa situação tem afetado diretamente minha saúde e qualidade de vida. Tenho sofrido com noites mal dormidas, dores de cabeça e crises de enxaqueca. Em dias de evento, sou praticamente obrigada a buscar abrigo em casas de terceiros para conseguir descansar, o que é inadmissível. Não é justo que eu não tenha paz dentro da minha própria residência”, explica.
“Além da perturbação do sossego, há também o desrespeito ao espaço privado. Frequentadores invadem a frente da minha sala comercial, deixam lixo espalhado — como copos descartáveis, garrafas de bebidas e latas —, além de utilizarem o local para necessidades fisiológicas, como urinar e vomitar em meu portão”, disse.
“Diante disso, solicito providências urgentes por parte da Prefeitura e dos órgãos responsáveis, especialmente no que diz respeito à fiscalização dos alvarás de funcionamento desse tipo de estabelecimento, bem como maior presença e atuação efetiva das forças de segurança pública. Reforço que sou cidadã, cumpro com minhas obrigações, pago meus impostos, inclusive IPTU, e tenho o direito de viver com dignidade, segurança e tranquilidade em minha própria casa”, concluiu.
O ContilNet tentou contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Acre (PMAC), mas até a publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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