Conheça “Cara de Cavalo”, líder do CV preso curtindo praia no RJ

Cara de Cavalo se refugiava na Rocinha, reduto carioca do Comando Vermelho

Por MetrĂłpoles 11/04/2024 Atualizado: hĂĄ 2 anos

Conhecido como um dos líderes mais sanguinários da facção criminosa Comando Vermelho (CV), o traficante Douglas Alves Machado (foto em destaque), de apelido “Cara de Cavalo”, costumava executar com requintes de crueldade qualquer um que cruzasse o caminho dele.

A prisĂŁo do criminoso, efetuada pela Delegacia Estadual de Investigação de HomicĂ­dios (DIH) da PolĂ­cia Civil de GoiĂĄs (PCGO), ocorreu no Ășltimo dia 31, quando ele curtia a praia de SĂŁo Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ).

Após a prisão do chefão do CV, a DIH deflagrou nova operação. Dessa vez, para desarticular os negócios de Cara de Cavalo, que operava por meio de uma célula do Comando Vermelho na região Centro-Oeste, mais precisamente na capital goiana e em mais uma série de municípios.

Nessa terça-feira (9/4), 150 policiais desencadearam a operação Sem RefĂșgio e cumpriram 22 mandados de prisĂŁo temporĂĄria, bem como 23 de busca e apreensĂŁo contra integrantes do CV.

Os facionados estavam envolvidos em homicídios; tråfico de drogas, armas e muniçÔes; e com crimes de lavagem de dinheiro. Também houve prisÔes e buscas nas cidades de Aparecida de Goiùnia, Caldas Novas, Anåpolis, Goianira, Itaberaí e Itapirapuã, todas em Goiås.

Fuzis apreendidos

Fuzis apreendidos

Comando distante

Antes de ser preso, Cara de Cavalo se refugiava na Rocinha, reduto carioca do Comando Vermelho, e comandava com mão de ferro a distribuição de drogas em dezenas de bairros das regiÔes centrais de Goiùnia. Ele costumava mandar matar, sem o menor pudor, qualquer um que atrapalhasse as atividades criminosas.

Após a prisão do líder da facção – que tinha um mandado de prisão definitiva pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e uso de documento falso –, os trabalhos da polícia se voltaram à detenção dos associados do criminoso em solo goiano.

A investigação iniciou no segundo semestre de 2023. A polĂ­cia calcula que ao menos 10 assassinatos sejam de responsabilidade do grupo, por terem ocorrido na ĂĄrea entĂŁo dominada por Douglas – e onde crime algum era cometido sem anuĂȘncia dele.

Os outros 21 presos eram intimamente ligados a Douglas e atuavam na guarda e na disseminação de drogas, armas, muniçÔes e veículos usados pela organização, segundo as investigaçÔes.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.