A federação União Progressistas, que coaliza o União Brasil e o Progressistas rumo às eleições de 2026, foi oficializada nesta terça-feira (29), em Brasília, com a presença de lideranças dos dois partidos, incluindo políticos do Acre.
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A federação no Acre está sob o comando do governador Gladson Cameli, que chegou a discursar no evento, comemorando a fusão e agradecendo a oportunidade aos presidentes das siglas, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (UB).
A aliança já contempla 75% da bancada federal do Acre, tendo em seu bojo os deputados Zezinho Barbary (PP), Socorro Neri (PP), José Adriano (PP), Coronel Ulysses (UB), Eduardo Velloso (UB) e Meire Serafim (UB). Apenas Roberto Duarte e Antônia Lúcia, ambos do Republicanos, estão de fora.
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A situação também se repete no Senado Federal, pois a aliança tem dois dos senadores que representam o Acre: Alan Rick (UB) e Márcio Bittar (UB), que está prestes a migrar para o Partido Liberal (PL), assim que a janela partidária permitir.
Na Aleac, a federação acomoda 5 dos 24 deputados, que são: Manoel Moraes (Progressistas), Nicolau Júnior (Progressistas), Maria Antônia (Progressistas), Gilberto Lira (União) e Whendy Lima (União).
Juntos, nacionalmente, o União Brasil e o Progressistas terão a maior bancada de deputados na Câmara, o maior número de prefeitos e receberão as maiores fatias de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de despesas partidárias.
Federações partidárias são um modelo de aliança que une duas ou mais siglas. As legendas passam a atuar como uma só por no mínimo quatro anos, embora cada uma mantenha sua estrutura partidária. Deve haver alinhamento no Congresso e nas eleições.
Caso rompam a união antes do prazo, os partidos estão sujeitos a punições, como perda dos fundos eleitoral e partidário, além de ficarem impedidos de formar nova federação ou coligação.
Atualmente, três federações estão registradas no TSE. Todas seladas em 2022: PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e PSDB/Cidadania (que já anunciaram o rompimento, mas só devem oficializar em 2026).
O União Brasil é uma fusão de duas outras siglas: o DEM, de ACM Neto, e o PSL, de Luciano Bivar, partido que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro quando ele foi eleito em 2018.

