Pescador é ferido a tiros por membros de facção criminosa às margens do Rio Acre, em Rio Branco

Caso ocorreu no final da tarde deste domingo (24), no bairro Preventório

Por Ithamar Souza, ContilNet 24/08/2025 Atualizado: há 8 meses

Sóstenes Carneiro Ponciano, de 46 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio no final da tarde deste domingo (24), enquanto pescava às margens do Rio Acre, nas proximidades da Travessa Hericó Veríssimo, no bairro Preventório, em Rio Branco.

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Pescador é ferido a tiros por membros de facção criminosa às margens do Rio Acre, em Rio Branco. Foto: ContilNet

Segundo familiares, Sóstenes costuma pescar com frequência no Rio Acre. Ele relatou que é comum integrantes de facções do bairro Cidade Nova realizarem disparos em direção às regiões do Preventório e também do Papoco. Desta vez, porém, os criminosos atravessaram o rio — que está com o nível baixo — armados com uma espingarda e ordenaram que a vítima soltasse o terçado utilizado na pescaria.

O pescador se recusou a entregar a ferramenta, afirmando que não fazia parte de facção criminosa e que não concordava com a forma como estava sendo abordado. Diante da negativa, um dos bandidos efetuou um disparo com a espingarda, atingindo a perna esquerda de Sóstenes. O tiro, disparado a menos de dois metros de distância, quebrou o osso da perna devido à força do impacto. Após a ação, os criminosos retornaram pelo rio e fugiram em direção ao 2º Distrito.

Familiares ouviram o disparo, correram até a margem e encontraram Sóstenes pedindo socorro. Em seguida, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma ambulância de suporte avançado prestou os primeiros atendimentos, estabilizou a vítima e a levou às pressas ao pronto-socorro de Rio Branco. O estado de saúde dele é considerado estável.

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Caso ocorreu no final da tarde deste domingo (24), no bairro Preventório. Foto: ContilNet

O bairro Preventório é apontado como área de influência de facções criminosas. Por esse motivo, a Polícia Militar não foi acionada e não houve registro formal do caso pelas forças de segurança. A Polícia Civil, por meio da Equipe de Pronto Emprego (EPE), ligada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também não foi comunicada, e a ocorrência corre o risco de não ser investigada.

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