Jovem de 23 anos sofre AVC após estalar o pescoço

Caso de Natalie Kunicki, paramédica australiana, ocorreu após ruptura de artéria no pescoço e serve de alerta para riscos pouco conhecidos

O hábito comum de estalar o pescoço quase custou a vida da australiana Natalie Kunicki, de 23 anos. Em Londres, durante um momento de relaxamento, a paramédica esticou o pescoço e ouviu um estalo alto — que, 15 minutos depois, resultaria em um AVC causado pela ruptura de uma artéria vital.

Sem histórico familiar e levando uma vida saudável, Natalie ficou paralisada no lado esquerdo e só conseguiu atendimento após um amigo perceber que algo estava muito errado. O caso raro chamou atenção pela gravidade e pela idade da vítima.

Natalie Kunicki por Reprodução


💥 O estalo que mudou tudo

Após uma noite fora, Natalie assistia a um filme na casa de uma amiga quando estalou o pescoço. Minutos depois:

  • não conseguia mexer a perna esquerda;

  • desabou ao tentar levantar;

  • achou que fosse mal-estar ou que tivesse sido drogada;

  • teve vergonha de chamar uma ambulância por ser paramédica.

Ao ser socorrida, exames revelaram que o estalo havia fraturado seu pescoço, rompendo a artéria vertebral — responsável por parte do fluxo sanguíneo para o cérebro. A ruptura formou um coágulo, causando o AVC.


🏥 Cirurgia e tratamento

Os médicos:

  • repararam a artéria com um stent;

  • não puderam remover o coágulo (que precisa se dissolver com o tempo);

  • confirmaram paralisia significativa no lado esquerdo.

Natalie passou um mês internada, reaprendendo a mover braço, mão e perna.


🧠 Recuperação lenta

Hoje, ela:

  • consegue andar por curtos períodos;

  • sente dormência e dificuldade com movimentos finos;

  • continua reabilitação intensa;

  • tem expectativa de voltar ao trabalho em 6 a 12 meses.

Tarefas simples ainda são desafiadoras:
“Sou muito desajeitada. Não consigo abotoar botões… ainda sinto parte do corpo dormente.”


🔢 Um evento raro — mas possível

A ruptura espontânea da artéria por um movimento brusco é considerada um caso de “uma em um milhão”, mas médicos reforçam que estalar o pescoço pode, sim, gerar lesões:

  • microfissuras;

  • danos ligamentares;

  • compressão de artérias;

  • risco, ainda que baixo, de dissecação arterial.

A jovem, que se mudou para Londres em 2017 para atuar no Serviço de Ambulância, agora luta para retomar a rotina e conta com apoio financeiro da família em uma campanha online.


Fonte: Relato da vítima ao jornal The Sun e informações médicas sobre o caso / Correio 24 horas
✍️ Redigido por ContilNet

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