Um dos principais hotéis de Brasília abriga um extenso imbróglio judicial. Os desentendimentos entre os condôminos e a francesa Accor já levaram ao fechamento do restaurante, à interdição do terraço e, desde julho deste ao ano, ao funcionamento do hotel sem contrato válido.
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Ao todo, tramitam mais de 40 processos judiciais envolvendo a administração do Mercure Lider. E a tendência é o número aumentar com o vencimento do contrato de hotelaria.
A Accor vem dando um “jeitinho”. Com o restaurante fechado — por falta de acordo entre os donos e a empresa francesa — o café da manhã passou a ser servido no salão de eventos. O espaço, que rendia R$ 1,2 milhão ao ano, deixou de ser utilizado para a sua finalidade. Mesmo assim, mantém taxa de ocupação acima de 70%.
Desde que o contrato venceu, os condôminos seguem no escuro. Os pontos de desacordo entre a empresa e o conselho que representa os condôminos não foram detalhados e nenhuma nova proposta foi feita. Há rumores de que o grupo Bettiol, que administra o B Hotel, teria interesse em assumir o prédio.
