Anderson Alcides Alves de Oliveira foi morto por um cabo do Exército ao roubá-lo, nesse sábado (6/12), na orla da Praia da Enseada, em Guarujá, litoral sul de São Paulo. Testemunhas afirmaram que o homem havia deixado a prisão há cerca de uma semana.
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Homem é perseguido e morto a tiros em praia no Guarujá
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Segundo o boletim de ocorrência, a irmã da vítima comentou com os familiares que “deveriam tê-lo segurado em casa, porque ele não iria parar com isso, que era melhor vê-lo preso do que morto”.
Roubo e reação
Na manhã de sábado (6/12), Anderson Oliveira abordou o cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes, encostando um objeto metálico na barriga do homem, afirmando estar armado e exigindo que entregasse a corrente.
Em um primeiro momento, o militar afirmou ter ficado assustado, “com medo de ser morto” e entregou os pertences: uma corrente de ouro, um relógio e seu celular.
Depois do roubo, o militar voltou para o apartamento em que estava e pegou uma arma de fogo. Em seguida, voltou para a praia com a intenção de recuperar os pertences roubados e deter o autor do roubo. O assaltante percebeu a presença do militar e saiu correndo.
Em depoimento, Gomes alegou que iniciou uma perseguição, ordenando que o suspeito parasse, mas o indivíduo continuou fugindo. Neste momento, o militar afirma ter dado disparos de advertência com o intuito de “assustá-lo e fazê-lo parar”, em direção ao mar.
Ao se aproximar do assaltante, Gomes relatou que o homem sacou um objeto da cintura e, temendo ser uma arma de fogo, reagiu efetuando um único disparo. Posteriormente, o militar percebeu que não se tratava de uma arma, e sim de uma faca.
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Ele chegou a acionar o socorro, mas as autoridades constataram a morte do assaltante ainda no local.
Gomes foi conduzido à Delegacia Sede de Guarujá, onde prestou depoimento, afirmando que recuperou o relógio e o celular, perdendo a corrente. A arma do militar e a faca do suspeito foram apreendidas.
A polícia entendeu que o homem agiu em legítima defesa.
