Com quase 900 pedidos de refúgio, Acre cria câmara técnica para enfrentar crise migratória

Governo do Acre cria câmara técnica diante do aumento dos pedidos de refúgio

Por Suene Almeida, ContilNet 15/01/2026 Atualizado: há 3 meses

O Governo do Acre aprovou a criação de uma câmara técnica voltada à análise de custos e à viabilidade de cofinanciamento estadual para o atendimento à população migrante e refugiada. A medida foi definida no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite do Acre (CIB-AC) e oficializada por meio da Resolução CIB/AC nº 03, de 12 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (15).

Com quase 900 pedidos de refúgio, Acre cria câmara técnica para enfrentar crise migratória

Câmara técnica é criada para atender demanda de pedidos de refúgio no Acre | Foto: Secom

A iniciativa ocorre em um cenário de aumento dos pedidos de refúgio no estado. Atualmente, o Acre contabiliza 888 solicitações, o que tem ampliado a demanda por serviços da rede socioassistencial, especialmente nos municípios que fazem fronteira com outros países.

A nova câmara técnica terá como atribuição principal realizar estudos técnicos e financeiros para identificar os custos do atendimento à população migrante e avaliar a possibilidade de ampliação do cofinanciamento estadual. Os levantamentos servirão de base para decisões da gestão estadual e para pactuações entre Estado e municípios no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

De acordo com a resolução, a câmara será responsável por propor critérios, prazos e formas de repasse de recursos destinados às ações de proteção social para migrantes e refugiados. As propostas serão analisadas pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e, posteriormente, submetidas à deliberação da CIB-AC.

A vice-governadora e secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, destacou que a criação da câmara técnica busca fortalecer a resposta institucional do Estado diante do crescimento da demanda por proteção social, garantindo planejamento e sustentabilidade financeira.

Segundo a chefe do Departamento de Gestão do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas), Regiane Ferreira, a câmara técnica também fará articulação direta com os municípios acreanos que concentram maior fluxo migratório, com o objetivo de levantar dados reais sobre os gastos e avaliar a necessidade de reforço nos recursos destinados ao atendimento dessa população.

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