As convenções partidárias estão marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Faltam cerca de seis meses para o prazo final e, apesar do calendário já no horizonte, as alianças para o governo do Acre ainda estão em movimento.
O cenário, neste momento, é de conversas abertas, disputas silenciosas por prefeitos e deputados e muito cálculo político.
Alan rick: base fiel, mas partido dividido
O senador Alan Rick tem até agora o apoio formal do Partido Novo, legenda liderada no estado pelo deputado Emerson Jarude. No seu próprio partido, o Republicanos, o apoio não é unânime.
Os deputados federais Roberto Duarte e Antônia Lúcia estão com ele. Já na Assembleia, o cenário é outro: Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem integram a base do governador e devem estar no palanque de Mailza. A tendência é que deixem a sigla. Gene Diniz é o único deputado estadual do partido que deve permanecer com Alan.
No interior, o senador construiu pontes importantes. Conta com o apoio de prefeitos como Rosana Gomes, de Senador Guiomard, e Gerlen Diniz, de Sena Madureira, ambos do Progressistas, contrariando a candidatura oficial do partido. Também estão com ele Railson Ferreira, de Feijó, e Olavinho, de Acrelândia.
Alan ainda disputa o apoio do Movimento Democrático Brasileiro e do Partido Liberal, peças estratégicas no tabuleiro eleitoral.
Mailza: ampla base e ofensiva sobre partidos estratégicos
A vice-governadora Mailza Assis, do Progressistas, aparece hoje como a pré-candidata com maior número de alianças consolidadas.
Ela conta com o apoio dos partidos da base governista na Aleac: Solidariedade, União Brasil, Partido Democrático Trabalhista, Partido da Social Democracia Brasileira e Podemos.
Também deve atrair parlamentares de outras legendas, como Adailton Cruz, do Partido Socialista Brasileiro, além de deputados do Republicanos e do Partido Social Democrático.
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Mailza negocia ainda com MDB, PSD e PL. Uma eventual aliança com o PL pode levar o senador Márcio Bittar para a composição.
No interior, o peso é expressivo. Mais de 50% dos prefeitos estariam alinhados ao seu projeto, incluindo ao menos 12 do próprio PP, como Zequinha Lima, de Cruzeiro do Sul, Rodrigo Damasceno, de Tarauacá, e Carlinhos do Pelado, de Brasiléia.
Bocalom: indefinição partidária trava alianças
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ainda depende da definição partidária. No PL, o espaço é incerto. O destino mais provável hoje é o Avante, convite já feito pelo prefeito de Manaus.
Sem legenda definida, Bocalom não conseguiu consolidar alianças. A avaliação entre aliados é que, resolvida essa etapa, nomes que hoje aguardam definição poderão aderir ao projeto.
Esquerda: arco quase fechado
Do lado da esquerda, o médico Thor Dantas, do PSB, já tem um arco praticamente estruturado.
Estão na composição Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Partido Verde e Rede Sustentabilidade, com possibilidade de entrada do Partido Socialismo e Liberdade.
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Na Assembleia, o deputado Edvaldo Magalhães deve ser peça central na articulação. Fora do parlamento, o ex-governador Jorge Viana, cotado ao Senado, é nome estratégico na composição.
Com o calendário correndo, os próximos meses serão decisivos. As chapas majoritárias ainda não estão completamente fechadas, e cada movimento partidário pode redefinir o cenário.
No Acre, a corrida já começou. As convenções apenas oficializam o que está sendo costurado agora.




