Opinião: Nicolas Prattes muda o jogo e rouba a cena como cafajeste em “A Nobreza do Amor”
Longe dos papéis densos, ator aposta na leveza de Mirinho e confirma versatilidade em sua volta a uma novela das seis
Carla Bittencourt
06/04/2026 às 13:00
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Mirinho (Nicolas Prattes) em “A Nobreza do Amor” (Divulgação/Globo)
Tem atores que entram em cena e parecem repetir uma fórmula. Nicolas Prattes faz o oposto; ele se reinventa. E talvez seja justamente isso que esteja chamando atenção agora em “A Nobreza do Amor”.
Na pele de Mirinho, ele entrega algo que foge completamente da sequência recente da carreira. Depois de personagens mais densos e emocionalmente carregados, como o Diego de “Todas as Flores” e o Rudá de “Mania de Você”, o ator aparece agora mais solto, mais leve e, talvez por isso mesmo, ainda mais interessante.
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Mirinho é daqueles personagens que caminham numa linha fina: é vilão, mas não cabe na caixinha tradicional. Não é movido por grandes planos mirabolantes nem por uma maldade explícita. Ele seduz, dribla, engana, mas sempre com charme. É um bon vivant, um cafajeste com sorriso fácil, alguém que erra mais por caráter do que por crueldade. E esse tipo de composição exige precisão. Se pesa a mão, vira caricatura. Se suaviza demais, perde o conflito. Nicolas encontra exatamente esse meio-termo.
Curiosamente, esse retorno ao horário das seis parece mesmo favorecer o ator. Em “Éramos Seis”, ele já havia mostrado força, ainda que em um registro completamente diferente. Agora, anos depois, volta mais experiente, mais técnico, e com uma capacidade maior de transitar entre nuances.
Fora da ficção, o nome de Nicolas frequentemente aparece associado à vida pessoal — especialmente desde o casamento com Sabrina Sato, uma das figuras mais carismáticas e midiáticas do país. Mas o que se vê em cena é alguém que não se deixa contaminar por esse excesso de exposição. Ao contrário: ele parece cada vez mais interessado em consolidar uma trajetória consistente como ator.
E isso, no fim das contas, é o que sustenta uma carreira. Em “A Nobreza do Amor”, Nicolas Prattes não apenas acerta; ele reafirma algo que, a essa altura, já deveria ser consenso: há ali um ator que não se acomoda, que busca caminhos diferentes e que entende que talento, na televisão, também passa pela capacidade de surpreender.
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Tags:A Nobreza do Amor, Nicolas Prattes, Novelas, TV Globo
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Fonte: Portal Leo Dias
