“É um sentimento de alívio e gratidão.” A frase de Fábio Ribeiro da Silva, de 40 anos, resume o fim de uma espera marcada por dor, limitações e incertezas. Após cerca de oito meses aguardando por um transplante de tecido ósseo, ele finalmente passou pelo procedimento na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em Rio Branco, e agora inicia uma nova etapa de recuperação.
Fábio convivia com uma falha óssea na clavícula direita, consequência de um trauma antigo que voltou a se agravar quase duas décadas depois. A condição comprometia seus movimentos e afetava diretamente sua qualidade de vida. Antes da cirurgia atual, ele já havia passado por outro procedimento, sem sucesso na consolidação do osso.
Cirurgia complexa e nova tentativa de recuperação
O transplante realizado na manhã desta quinta-feira (16) foi o quinto desse tipo no Acre. A técnica utilizou enxerto ósseo vindo de um banco de multitecidos, fundamental para corrigir a chamada pseudoartrose, quando o osso não cicatriza corretamente após uma fratura.
Segundo o cirurgião ortopédico responsável, o procedimento foi necessário após tentativas anteriores não apresentarem o resultado esperado.
A realização do transplante só foi possível graças à parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, responsável pelo preparo e envio do tecido utilizado.
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A coordenadora do serviço de transplantes destacou que esse tipo de cirurgia depende diretamente dessa cooperação, além da capacitação das equipes locais.
Espera longa e expectativa de mudança
Durante meses, Fábio aguardou pela cirurgia convivendo com dor constante e limitações físicas. O procedimento representa não apenas uma solução médica, mas a chance concreta de retomar atividades simples do dia a dia.
No pós-operatório, ele deve utilizar tipoia por até 30 dias e, em seguida, iniciar sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade e a força muscular.

Transplante realizado na manhã desta quinta-feira (16) foi o quinto desse tipo no Acre. — Foto: Gleison Luz/Fundhacre

